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Correio da Manhã

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Risco de guerra no Médio Oriente aumenta: Líder de Israel promete ofensiva mais intensa

Rockets do Hamas e ofensiva israelita na Faixa de Gaza deixam dezenas de mortos, entre os quais pelo menos 16 crianças.
Francisco J. Gonçalves 13 de Maio de 2021 às 08:25
Artilharia Israelita apoio raides aéreos sobre Faixa de Gaza
Judeus foram visados por rebelião
Artilharia Israelita apoio raides aéreos sobre Faixa de Gaza
Judeus foram visados por rebelião
Artilharia Israelita apoio raides aéreos sobre Faixa de Gaza
Judeus foram visados por rebelião
A escalada de violência no Médio Oriente há muito não estava tão perto de causar uma guerra aberta. Desde segunda-feira o Hamas disparou mais de mil rockets sobre Israel, que respondeu com uma vaga de crescente intensidade de raides aéreos e disparos de artilharia sobre a Faixa de Gaza. O balanço provisório de baixas desta violência era esta quarta-feira de seis israelitas e 53 palestinianos mortos. Entre as vítimas há pelo menos 14 crianças palestinianas e duas israelitas.



Apesar da vaga crescente de críticas internacionais e dos protestos que se multiplicam pelo mundo contra a ofensiva israelita, o PM de Israel, Benjamin Netanyahu promete continuar: “Isto é só o começo.” “Vamos infligir-lhes golpes que nem podem imaginar”, vincou. Ignorando as vítimas inocentes, garantiu: “Eliminámos comandantes de topo do Hamas”. O grupo radical palestiniano confirmou a morte um comandante e de vários guerrilheiros.

O secretário da Defesa dos EUA, Antony Blinken, telefonou a Netanyahu para condenar os ataques com rockets mas lembrando a Israel a obrigação de evitar baixas civis.

A Rússia e a ONU defenderam a necessidade de mediação internacional para pacificar a situação mas, no polo oposto, o Irão ateou as tensões. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, instou os palestinianos a reforçarem o seu arsenal e afirmou: “Os sionistas só percebem a linguagem da força”.

Rebelião árabe deixa Lod a ferro e fogo
Os residentes árabes israelitas de Lod, a sudeste de Telavive, rebelaram-se ao final do dia desta quarta-feira. Os protestos contra a ofensiva em Gaza tornaram-se violentos e foram marcados por batalhas campais com a polícia durante as quais foram incendiados centenas de carros e vandalizados edifícios, entre os quais inúmeras sinagogas.

Levantamentos idênticos tiveram lugar noutras cidades israelitas com população árabe significativa, entre elas Jaffa, Acre, Ramle , Jisr al-Zarqa e Umm al-Fahm.
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