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Correio da Manhã

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Risco de novo derrame tóxico

O desastre ecológico que no início da semana atingiu a Hungria pode agravar-se nos próximos dias. O alerta foi ontem lançado pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que afirmou haver um sério risco de colapso da parede do reservatório industrial da fábrica de Ajka que segunda-feira verteu um milhão de metros cúbicos de lama tóxica, inundando 40 km quadrados em redor, matando sete pessoas e poluindo gravemente alguns afluentes do Danúbio.
10 de Outubro de 2010 às 00:30
Trabalhos de limpeza na zona afectada pelo derrame
Trabalhos de limpeza na zona afectada pelo derrame FOTO: Bernadett Szabo/Reuters

"Fomos informados de que apareceram rachas na parede norte do reservatório, cuja extremidade ruiu, e isso torna muito provável que toda a parede acabe por cair", afirmou Orbán em conferência de imprensa.

Caso isso se verifique, podem verter mais 500 mil metros cúbicos de lama tóxica, ainda mais espessa do que a que atingiu três localidades e extinguiu a vida no rio Marcal.

Perante o risco, foram ontem retiradas 715 pessoas da vila de Kolontár, a mais atingida pelo derrame. Estão ainda delineados planos para evacuar Devecser, onde residem 5400 pessoas.

Orbán explicou que foram deslocados para a cidade 319 soldados e 127 veículos de transporte, havendo ainda cinco comboios prontos para evacuar a população caso isso se torne necessário. Para evitar o pior, foi entretanto construída uma nova represa com quase cinco metros de altura junto da fábrica.

O líder de governo húngaro considerou ainda não haver quaisquer dúvidas de que o desastre se deveu a erro humano e prometeu "as mais duras consequências" para os responsáveis.

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