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Correio da Manhã

Mundo
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ROMA CONTRA BUSH

À sua chegada a Roma, o presidente dos EUA encontrou, como esperava, uma cidade em ebulição. O gigantesco aparato de segurança montado para esta controversa visita de dois dias de George W. Bush contribuiu para aumentar o ambiente de tensão.
4 de Junho de 2004 às 00:00
O aparato de segurança aumentou o ambiente de tensão que se vive na capital italiana
O aparato de segurança aumentou o ambiente de tensão que se vive na capital italiana FOTO: Ciro Fusco/epa
Mais do que antiamericana, a maioria da população italiana é antiBush e antiguerra, sentimento exarcerbado pelas imagens dos reféns transmitidas pela Al-Jazeera na quarta-feira e pelo ataque, ontem, contra a embaixada italiana em Bagdad. As manifestações deram o tom no Dia da República.
"Não tenho receio dos protestos em Roma. É saudável que as pessoas discordem", afirmou Bush na TV antes de partir para a Itália. Um discurso nada convincente, já que todos sabem que as manifestações só contribuem para dar mais uma 'machadada' na sua popularidade em casa. Na quarta-feira, Dia da República, os manifestantes compareceram em massa para protestar contra a guerra e a visita de Bush. Os protestos descambaram em violência, com a Polícia a temer agitação descontrolada para amanhã, apesar de estarem destacados 10 mil agentes em Roma.
O sentimento antiguerra reforçou-se na quarta-feira, quando a cadeia de TV mostrou os três reféns italianos, apesar de eles terem assegurado que estavam a ser bem tratados. Ontem, foram lançadas granadas de morteiro junto à embaixada de Itália em Bagdad, as quais mataram dois iraquianos e ferindo três. Não houve vítimas italianas, mas a pressão sobre o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, está a ficar insustentável. E ela pode manifestar-se sob forma de violência durante a visita de Bush.
DESTAQUES
PROTESTOS
Os manifestantes, que se intitulam ‘desobedientes’ vão tentar levantar barreiras junto às Fossas Ardeatinas, onde Bush vai hoje prestar homenagem às 335 vítimas dos alemães. Berlusconi está preocupado.
PAPA
O presidente americano vai hoje encontrar--se com o Papa, que se opôs sem rodeios à guerra. A situação no Iraque e no Médio Oriente serão dois dos temas que Bush abordará com o Sumo Pontífice.
FRANÇA
No sábado, Bush parte para a França e tentará que Paris apoie a sua resolução sobre o Iraque. No domingo juntar-se-á a outros líderes em Arromanches, onde se assinalará o 60.º aniversário do desembarque na Normandia.
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