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Rubio e chefe da diplomacia do Panamá discutiram situação na Venezuela

Ministro dos Negócios Estrangeiros do Panamá foi recebido em Washington.

13 de janeiro de 2026 às 23:45

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, recebeu esta terça-feira em Washington o ministro dos Negócios Estrangeiros do Panamá, Javier Martínez-Acha, num encontro onde foram abordados temas relacionados com os dois países e a situação na Venezuela.

Rubio expressou o seu profundo apreço pela forte colaboração do Panamá ao longo do último ano, destacando a estreita cooperação que impulsionou prioridades partilhadas na região, segundo o porta-voz adjunto Tommy Pigott.

O chefe da diplomacia norte-americana elogiou as medidas tomadas pelo Panamá para garantir a proteção das infraestruturas críticas e "manifestou o seu interesse numa maior cooperação nos esforços regionais em curso para promover a estabilidade na Venezuela", indicou ainda Pigott.

Rubio e Martínez-Acha discutiram ainda oportunidades para aprofundar a colaboração em questões de interesse mútuo entre os Estados Unidos e o Panamá, "incluindo a nossa cooperação em matéria de segurança para combater ameaças comuns, como o narcotráfico e o crime transnacional", segundo um comunicado do Departamento de Estado.

O Presidente panamiano, José Raúl Mulino, saudou a captura de Maduro, em 3 de janeiro, pelas forças norte-americanas em Caracas e apelou a uma transição democrática na Venezuela.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá mantém também "esforços diplomáticos ativos e contínuos" para garantir a libertação do cidadão panamiano Olmedo Javier Núñez Peñalba, detido na Venezuela desde junho.

Os Estados Unidos efetuaram a 3 de janeiro "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, a congressista Cilia Flores, anunciando que governariam o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e Flores foram presentes a 5 de janeiro num tribunal federal em Nova Iorque, tendo-se declarado inocentes de todas as acusações, e continuarão detidos até à próxima audiência, agendada para 17 de março.

Nicolás Maduro é acusado nos Estados Unidos de quatro crimes federais: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir tais armas em apoio de atividades criminosas, além de colaboração com organizações classificadas como terroristas por Washington.

Em Caracas, por decisão do Supremo Tribunal, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, tomou posse como Presidente interina do país, com o apoio das Forças Armadas.

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