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Correio da Manhã

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Rússia: Observadores europeus dizem que eleições não foram justas

Os observadores da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa consideraram que não foram garantidas condições iguais para todos os candidatos nas eleições presidenciais na Rússia e que Vladimir Putin foi beneficiado.
5 de Março de 2012 às 11:40
Vladimir Putin quando discursava no domingo após vencer as eleições
Vladimir Putin quando discursava no domingo após vencer as eleições FOTO: Agências

"Embora os candidatos tivessem podido realizar uma campanha sem obstáculos para as eleições presidenciais ontem (no domingo) realizadas na Rússia, as condições foram claramente a favor de um dos candidatos, o atual primeiro-ministro Vladimir Putin", lê-se num comunicado divulgado na capital russa.

Os observadores sublinham "a participação ativa dos cidadãos" no escrutínio.

Heidi Taliavini, dirigente da missão de observadores do Bureau para os Institutos Democráticos e Direitos do Homem da OSCE, lançou um apelo à investigação de todas as queixas de fraude durante a campanha eleitoral.

"Nestas eleições, os candidatos não puderam competir em condições iguais. Embora as autoridades tenham feito alguns esforços para aumentar a transparência, mantém-se em toda a parte a desconfiança face ao processo eleitoral em geral. Como primeiro passo, todas as declarações sobre fraudes devem ser cuidadosamente investigadas", acrescentou.

Tony Picula, coordenador especial das missões de observadores da OSCE e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, considerou que as eleições foram injustas.

"Segundo a nossa opinião, estas eleições não foram justas, não obstante algumas inovações no sistema eleitoral", afirmou, em conferência de imprensa.

"A votação no dia do escrutínio é avaliada positivamente em toda a parte, mas a situação deteriorou-se durante a contagem dos votos, que foi considerada negativa em quase um terço das mesas de voto onde houve observadores, por violações processuais", consideram os observadores.

Porém, os observadores dos países da Comunidade dos Estados Independentes, que reúne 11 das 15 antigas repúblicas soviéticas, consideraram as eleições "transparentes e competitivas".

"Foi evidente uma grande atividade política dos institutos da sociedade civil, de todos os participantes no processo eleitoral, a realização sem obstáculos de comícios e reuniões, a reação operativa dos órgãos do poder na Rússia às suas propostas com vista a aperfeiçoar a lei eleitoral", lê-se num comunicado divulgado na capital russa.

"A votação e contagem de votos nas presidenciais da Rússia decorreram em conformidade com os padrões eleitorais internacionais e com a legislação nacional, bem como com o respeito dos princípios do direito eleitoral universal", sublinha-se.

 

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