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Rússia: Putin considera NATO completamente desnecessária

O primeiro-ministro e candidato a Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou esta segunda-feira que a NATO não serve para nada e, por isso, não vale a pena trocar a sua dissolução pela concessão de apoio à UE.

06 de fevereiro de 2012 às 16:17

A proposta de trocar a dissolução da NATO por ajuda russa à União Europeia foi feita por Vladimir Jirinovski, candidato nacionalista ao cargo de Presidente da Rússia nas eleições de 4 de Março.

"Vladimir Volfovitch Jirinovski propõe a prestação de ajuda à União Europeia? Mas porque razões? São países ricos, mais ricos do que nós", declarou num encontro com politólogos russos.

Quanto à proposta de dissolução da NATO, Putin acrescentou: "Penso que isso não é uma exigência realista, embora seja correta. Porque ninguém precisa do bloco da NATO, trata-se de um rudimento da guerra fria. Vladimir Volfovitch é muito inteligente."

No mesmo encontro, o primeiro-ministro russo defendeu que no seu país não há presos políticos. "Não compreendo bem o que se entende por amnistia política. Penso que no nosso país não há presos políticos, graças a Deus. Embora falem disso, mas sem citar nomes, que mostrem pelo menos uma pessoa que está presa por motivos políticos", acrescentou.

A libertação dos presos políticos foi uma das principais exigências expressadas pela oposição num comício do sábado passado em Moscovo, que reuniu dezenas de milhares de pessoas.

Os dirigentes da oposição afirmaram que na Rússia há mais de 30 presos políticos e prometeram entregar a lista no Kremlin durante esta semana. Nessa lista, os mais conhecidos são Mikhail Khodorkovski e Platon Lebedev, empresários que estão a cumprir penas de prisão por "evasão fiscal" e "branqueamento de capitais".

Putin frisou uma vez mais que poderá recrutar especialistas de outros sectores políticos para o futuro Governo russo, mas recusou qualquer coligação. "Já disse que não excluímos chamar para o Governo pessoas de diferentes opiniões políticas. O importante é que sejam profissionais. Mas isso não será um governo de coligação no sentido clássico dessa palavra", concluiu.

Este encontro decorreu no quadro da campanha eleitoral para as presidenciais na Rússia, marcadas para 4 de Março.

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