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Correio da Manhã

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Rússia sugere presença da OSCE

O Presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou ser favorável à presença de uma missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na província separatista pró-russa da Ossétia do Sul, onde têm decorrido confrontos armados entre as forças militares da Geórgia e da Rússia.
11 de Agosto de 2008 às 15:21
O Presidente russo, Dmitri Medvedev
O Presidente russo, Dmitri Medvedev FOTO: d.r.

Num comunicado difundido esta segunda-feira pelo Kremlin, Medvedev defende que representantes da OSCE estejam presentes naquele território através do envio de uma missão da organização na região Ossétia do Sul. O presidente russo defende esta presença devido ao que diz ser a 'catástrofe humanitária' provocada pela 'agressão georgiana'.

De acordo com o Kremlin, esta proposta já foi transmitida pelo Chefe de Estado russo durante uma conversa telefónica mantida com a sua homóloga finlandesa, Tarja Halonen, cujo país assegura actualmente a presidência rotativa da OSCE. Medvedev apelou igualmente ao Ocidente para que não repita o erro dos 'acordos de Munique' de 1938 com a Alemanha nazi, que conduziram a uma  'tragédia'.

Antes do comunicado do Kremlin ter sido divulgado, ficou a saber-se que o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinou um documento unilateral de cessar-fogo na presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros da França, Bernard Kouchner, e da Finlândia, Alexander Stubb.

Segundo noticiou a televisão georgiana esta manhã, o documento deveria ser entregue à parte russa por Kouchner e Stubb, durante uma deslocação destes a Moscovo para se reunirem com dirigentes russos. Contudo, o Kremlin fez saber que rejeita a oferta de cessar-fogo, alegando que a Geórgia continua a utilizar a força militar.

ACÇÕES MILITARES PROSSEGUEM

Entretanto no terreno, as operações militares prosseguem. Esta tarde, um porta-voz do Ministério do Interior georgiano anunciou que as forças russas ocuparam uma base militar em Senaki, na região ocidental da Geórgia, próximo da região separatista da Abkhazia.

A ocupação desta base militar abandonada, onde se encontravam apenas alguns guardas, bem dentro do território da Geórgia, foi justificada pelo Ministério da Defesa russo com a necessidade de impedir novos ataques contra a Ossétia do Sul e evitar a concentração de reservistas mobilizados por Tbilissi.

Também esta tarde, as agências noticiosas internacionais revelaram que helicópteros georgianos bombardearam vários alvos em torno da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, o que contraria a declaração unilateral de cessar-fogo anunciada pela Geórgia.

MOSCOVO PEDE REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA

Numa altura em que se multiplicam os apelos internacionais para um cessar-fogo, o representante permanente da Rússia junto da NATO, Dmitri Rogozin, anunciou que pediu aos dirigentes da Aliança Atlântica para organizarem uma reunião extraordinária NATO-Rússia para analisar o conflito, adiantando que Moscovo quer explicar as suas acções na Geórgia.  

 

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