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Rússia quer acabar com grupo de direitos humanos Memorial

Supremo Tribunal, em Moscovo, vai julgar o caso a 13 de novembro.
11 de Outubro de 2014 às 10:12
O ministro da Justiça, à direita, ao lado do presidente russo, Dmitry Medvedev, abriu um processo para dissolver o grupo Memorial
O ministro da Justiça, à direita, ao lado do presidente russo, Dmitry Medvedev, abriu um processo para dissolver o grupo Memorial FOTO: Sasha Mordovets/Getty Images

O ministro da Justiça russo, Alexander Konovalov, abriu um processo para dissolver o principal grupo de direitos humanos Memorial, disse este sábado o presidente da organização entidade à France Presse.

O Supremo Tribunal, em Moscovo, divulgou em comunicado que vai julgar o caso a 13 de novembro, mas não adiantou quaisquer pormenores no seu 'site'.

O líder do Memorial, Alexander Cherkasov, contou que as autoridades russas questionaram a estrutura organizacional do grupo.

"Todas as acusações são absurdas", disse Cherkasov.

O grupo Memorial, que reúne informações sobre as vítimas da era de repressão de Estaline no seu arquivo respeitado mundialmente, dedicando-se igualmente às questões dos direitos contemporâneos, tem vindo a sofrer uma crescente pressão das autoridades.

No início deste ano, o grupo de direiros humanos foi obrigado a registrar-se como um "agente estrangeiro", depois de ter sido aprovada uma nova e polémica lei no ano passado.

A legislação obrigou as Organizações Não Governamentais (ONG), que realizam atividades políticas e recebem financiamento internacional, a registarem-se como "agentes estrangeiros" em todos os seus documentos.

Tal como muitas outras ONG, o Memorial opôs-se a esse tipo de registo como "agente estrangeiro", já que este termo está conotado com traição e espionagem.

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