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Correio da Manhã

Mundo
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Russos falsificaram dólares americanos

Suspeitos compravam ilegalmente bolívares na Venezuela.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 23 de Setembro de 2016 às 01:18
Suspeitos foram colocados em liberdade condicional
Suspeitos foram colocados em liberdade condicional FOTO: Gary Cameron/Reuters
Quatro cidadãos da Rússia foram denunciados pelo Ministério Público do estado brasileiro do Amazonas, extremo norte do Brasil, por tráfico internacional de divisas que usariam, em outro país, para falsificarem dólares americanos.

Os quatro foram presos em duas acções complementares realizadas em final de Junho e em Julho em Manaus, capital do Amazonas, e actualmente estão em liberdade condicional.

De acordo com o Ministério Público brasileiro, os russos compravam ilegalmente no mercado negro da Venezuela milhões de bolívares venezuelanos, a moeda nacional daquele país vizinho ao Brasil, e depois levavam-nos, também de forma ilegal, para a Europa. O Brasil, que tem uma grande fronteira terreste com a Venezuela na Amazónia, por onde é fácil entrar e sair praticamente sem ser fiscalizado, servia apenas de ponte para os traficantes de moeda atingirem a Europa sem grandes dificuldades.

Dois dos russos agora denunciados à justiça pelos crimes de associação criminosa e de branqueamento de capitais foram presos em flagrante ao tentarem embarcar no Aeroporto Internacional de Manaus rumo a Helsínquia, na Finlândia, com quatro malas repletas de notas de bolívares venezuelanos. Os outros dois foram presos dias depois num hotel de luxo da captal amazonense com outra grande quantidade de divisas.

Segundo as investigações, os traficantes de divisas usariam parte das notas de 100 bolívares venezuelanos, cujo papel é de excelente qualidade e do mesmo tamanho das de 100 dólares, para falsificar notas desse valor na moeda norte-americana, muito mais valiosa. Outra parte dos bolívares, comprados por preços irrisórios na Venezuela, que vive uma terrível crise económica, seria introduzida no mercado de câmbio legal na Europa e vendida também por preços bem acima do que o pago pelos russos.
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