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Correio da Manhã

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SANHÁ QUER CONVENCER PARTIDOS

Artur Sanhá, o primeiro-ministro indigitado do governo de transição na Guiné-Bissau, afirmou que irá "convencer todos aqueles que não acreditam" nas suas capacidades. Uma tarefa árdua tendo em conta que os principais partidos políticos guineenses já fizeram saber que não vão reconhecer Sanhá como chefe do executivo.
25 de Setembro de 2003 às 00:09
O indigitado primeiro-ministro afirmou que "entende as dúvidas sobre o seu perfil", por reconhecer que "em política isso é normal e não é de um dia para o outro que toda a gente está de acordo". 'Não há nada de mal, cada um tem a liberdade de concordar ou não, mas o meu papel é convencer todos aqueles que não acreditavam em mim' -- afirmou. Sobre a composição do executivo que vai liderar, Artur Sanhá afirma que tal não depende de si porque "é preciso esperar pela aprovação da Carta de Transição", que está a ser elaborada entre o Comité Militar, os partidos políticos e a sociedade civil.
O optimismo de Sanhá não é, no entanto, partilhado pelos partidos políticos. Francisco Fadul, líder do Partido Unido Social Democrata (PUSD) já afirmou que não vai reconhecer qualquer acto do próximo governo, devido à forma como o primeiro-ministro foi escolhido pelos militares. Também Joaquim Baldé, que preside à coligação União Eleitoral (UE) fez saber que aceita Henrique Rosa para o cargo de presidente da República, mas nunca Artur Sanhá como chefe do governo de transição.
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