Cidade brasileira foi a que teve maior número de infetados e de mortes em todo o país.
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A cidade brasileira de São Paulo fechou no final da manhã desta segunda-feira o Hospital de Campanha do Pacaembu, o primeiro a ser criado contra a pandemia de coronavírus na capital paulista. O encerramento ficou a dever-se à redução de casos de Covid-19 na maior cidade brasileira, que, isoladamente, foi a que teve maior número de infetados e de mortes em todo o país mas onde a curva da doença está, de acordo com as autoridades, em franca curva descendente.
Os dois únicos doentes que o hospital ainda tinha tiveram alta no final da manhã, saindo sob uma chuva de aplausos de médicos, enfermeiros e outros funcionários destacados para aquela unidade de saúde provisória. Depois, o hospital, erguido no relvado do lendário Estádio do Pacaembu, foi oficialmente encerrado na presença do autarca de São Paulo, Bruno Covas.
O Hospital de Campanha do Pacaembu foi inaugurado em 6 de Abril com 200 camas para doentes de Covid-19 em estado leve ou moderado, mas tinha 10 camas de UTI, Unidades de Tratamento Intensivo, para o caso de algum dos internados piorar de repente, o que acabou por acontecer em alguns casos. Ao todo, no Pacaembu, que era administrado pelo conceituado Hospital Israelita Albert Einstein, que cedeu médicos e enfermeiros, foram atendidos mais de 1500 doentes enviados de outras unidades, tendo falecido apenas três por agravamento súbito e irreversível da doença.
O hospital nunca esteve lotado, tendo a sua ocupação máxima sido de 167 doentes, no dia 12 de Maio. A unidade custou aos cofres públicos de São Paulo 3,83 milhões de euros e deveria funcionar até final do próximo mês, mas a queda na procura antecipou o fechamento.
O Albert Einstein decidiu doar boa parte dos equipamentos usados no Pacaembu, nomeadamente ventiladores e monitores, no valor de 1,16 milhão de euros. Esses equipamentos vão beneficiar três hospitais municipais da periferia leste da cidade, uma área extremamente populosa e carenciada, o Hospital Municipal de Itaquera, o Hospital Municipal Cidade Tiradentes, e o Hospital Municipal Tide Setúbal, em São Miguel Paulista.
Com o encerramento do Hospital de Campanha do Pacaembu, São Paulo passa a contar apenas com três hospitais temporários destinados a receber doentes com Covid-19. O Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da cidade, que é municipal, tem capacidade para 1800 doentes mas esta segunda-feira tinha apenas 220, e os hospitais do Complexo Desportivo do Ibirapuera, na zona sul, e o de Heliópolis, na divisa das zonas sul e leste da cidade, que são do governo do estado de São Paulo e também operam com um número reduzido de ocupação. O estado de São Paulo foi o mais atingido pela pandemia de coronavírus, tendo até agora mais de 275 mil infetados e 14.500 mortes, e no interior a situação ainda é grave. Mas na sua capital, a cidade de São Paulo, mesmo depois do início da flexibilização das medidas de quarentena dia 10 passado, o ritmo de propagação da doença tem caído semana a semana, e a ocupação dos hospitais, que no pior momento chegou a 100% em muitas unidades e na média superava os 95% ficou bastante reduzida, a ponto de não ser mais necessário ter tantos hospitais provisórios.
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