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Correio da Manhã

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SECRETA DE PRETÓRIA ENVOLVIDA NA MORTE OLOF PALME

Depois de ter sido noticiado o alegado envolvimento da África do Sul na morte do antigo presidente moçambicano Samora Machel, foi ontem divulgado, na Suécia, um relatório elaborado por uma comissão independente que indica que um agente dos serviços secretos sul-africanos assassinou o ex-primeiro-ministro sueco Olof Palme em 1986.
21 de Janeiro de 2003 às 00:00
A política de condenação e oposição ao regime de segregação racial, que então existia na África do Sul, e o seu apoio ao Congresso Nacional Africano (ANC) terão levado os serviços secretos sul-africanos a ordenar o assassínio de Palme. Estas conclusões, que foram entregues à Polícia para investigação, apontam um agente que ainda não surgira relacionado com o caso e que já não reside na África do Sul. Quase 17 anos após a morte de Palme, a Polícia só deteve, até agora, uma pessoa relacionada com o caso, Christer Pettersson, um delinquente que acabou por ser posto em liberdade mais tarde por falta de provas. Pettersson foi identificado pela mulher de Palme, Lisbeth, como o autor dos disparos que o vitimaram. Palme foi morto a 28 de Fevereiro de 1986, em Estocolmo, quando voltava do cinema para casa, à noite, acompanhado pela mulher e sem escolta. Recorde-se que as investigações já tinham seguido a pista sul-africana, mas sem êxito. No domingo, o semanário “Sunday World” noticiou que o ex-ministro sul-africano dos Negócios Estrangeiros, Roelof “Pik” Botha, será interrogado esta semana por uma unidade especial da Polícia encarregada de reabrir as investigações sobre a morte do ex-presidente moçambicano Samora Machel.

Ainda na África do Sul, na Cidade do Cabo, foram executados oito homens num centro de massagens “gay”. Outros dois homens ficaram gravemente feridos, tendo todas as vítimas sido alvejadas na cabeça. Estas execuções poderão estar relacionadas com o crime organizado. Vizinhos falam mesmo num desacato envolvendo traficantes de droga.
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