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Correio da Manhã

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Secretário de Estado nega morte de terceiro português

"Isto não significa que não possa ter morrido, mas até ao momento não está na lista", diz José Cesário.
16 de Novembro de 2015 às 09:37
O secretário de Estado das Comunidades José Cesário
O secretário de Estado das Comunidades José Cesário FOTO: Duarte Roriz

O secretário de Estado das Comunidades negou esta segunda-feira a existência de uma terceira portuguesa morta nos atentados de Paris na sexta-feira, salientando que até domingo à noite estavam apenas confirmadas duas vítimas mortais portuguesas.

José Cesário falava à Lusa a propósito das notícias que dão conta de que uma portuguesa de 50 anos, de nome Christine Gonçalves, que trabalhava na organização do concerto rock que decorria no Bataclan, terá morrido no ataque de sexta-feira passada em Paris, que provocou 129 mortos e mais de 400 feridos.

"O nome da senhora (...) não está na lista dos mortos ou dos feridos. Isto não significa que não possa ter morrido, mas até ao momento não está na lista", sublinhou.

Vários órgãos de comunicação social referem que a morte desta portuguesa terá sido confirmada pelo vereador na Câmara de Paris, Hernano Sanches Ruivo.

"Eu falei com esta fonte ontem [domingo] que me assegurou não ter dito isso ao jornalista. O que ele disse foi que um amigo tinha dito que a senhora tinha morrido. Esta informação vale o que vale. Esse nome seguramente não está na lista", disse o governante português.

José Cesário adiantou à Lusa que até agora está confirmada a morte de dois portugueses, um homem, de 63 anos, vítima do atentado ocorrido junto ao Estádio de França, e uma mulher, luso-descendente, nascida em França em 1980, que estava na sala de concertos Bataclan.

O secretário de Estado das Comunidades disse ainda que não tem informação de que haja portugueses internados, nem desaparecidos.

"Não temos informação sobre portugueses desaparecidos. O problema é que as pessoas estão a basear-se em informações que estão a circular na Internet e que ninguém sabe quem as colocou lá. Em boa verdade, estes nomes não estão completos. Fala-se de um tal Julien e um Cédric, mas ninguém sabe exatamente quem eles são. Isto cria algum alarmismo nas pessoas", frisou o secretário de Estado

José Cesário, que hoje se desloca a Paris para se inteirar da situação e participar numa cerimónia às vítimas, fez também um apelo à calma.

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