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Correio da Manhã

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Secretário do Tesouro dos EUA defende Reino Unido na UE

Considera que só há desvantagens se eleitores escolherem o 'Brexit'.
11 de Junho de 2016 às 17:36
O secretário de Estado do Tesouro dos EUA, Jacob Lew
O secretário de Estado do Tesouro dos EUA, Jacob Lew FOTO: HOW HWEE YOUNG/EPA
O secretário de Estado do Tesouro dos EUA, Jacob Lew, defendeu este sábado a permanência do Reino Unido na União Europeia, considerando que só há desvantagens para todas as partes se os eleitores britânicos escolherem votar pelo 'Brexit'.

"É do interesse económico e da segurança de todos envolvidos" que o Reino Unido permaneça na União Europeia, disse Jacob Lew numa entrevista na CNN, que será transmitida no domingo e que foi já este sábado antecipada pela agência de informação financeira Bloomberg.

"Só vejo consequências económicas negativas se o voto" apoiar a saída do Reino Unido, um 'Brexit', na terminologia mais usada, acrescentou o secretário de Estado do Tesouro norte-americano, que ocupa um cargo equivalente ao de ministro das Finanças nos governos europeus.

Falando no programa da CNN 'Fareed Zakaria GPS', Lew defendeu que a permanência é a melhor solução para a economia global e para a estabilidade geopolítica do Reino Unido.

A voz de Jacob Lew é mais uma a juntar-se ao coro de defensores da permanência do Reino Unido na União Europeia, nas vésperas do referendo do final deste mês.

Na sexta-feira, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, tinha alertado que em caso de "brexit, o Reino Unido não poderá mais desfrutar dos benefícios do mercado único europeu.

"O país deve respeitar as regras de um clube do qual quer sair", afirmou, antes de insistir que "dentro é dentro" e "fora é fora".

Se os cidadãos apostam em sair da União Europeia, afirmou Schäuble, o país não continuar a desfrutar dos benefícios do mercado único, como fazem agora Noruega e Suíça, que estão fora do bloco.

Schäuble acredita que se o Reino Unido votar a favor da saída, a reposta dos restantes países não pode ser mais integração europeia.

"Seria estranho, muitos se perguntariam, com razão, se os políticos ainda não entenderam", disse o ministro alemão.
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