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Correio da Manhã

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Seduzido e chantageado

Dominique Strauss-Kahn, o ex-director-geral do FMI detido sob acusação de sete crimes sexuais contra uma empregada do Hotel Sofitel de Nova Iorque, vai alegar em tribunal que não só o sexo foi consentido como também foi ele o seduzido e até acabou chantageado.

26 de Maio de 2011 às 00:30
sTRAUSS-kAHN, julgamento, violação
sTRAUSS-kAHN, julgamento, violação

"Ele vai reafirmar que ela consentiu no sexo, tendo depois passado à chantagem, pedindo-lhe dinheiro." A revelação é de Olivier Mazerolle, jornalista da cadeia francesa de televisão BFM, que diz ter tido acesso a detalhes da defesa de Strauss-Kahn nos EUA. "Não surpreende que a acusação tenha conseguido vestígios de sémen de DSK na roupa dela: é o que se pode esperar de um acto sexual consentido", afirma o jornalista.

Na versão da vítima, DSK saiu da casa de banho, nu, enquanto ela limpava o quarto, e deu início a trinta longos minutos de abusos e de agressões sexuais.

Strauss-Kahn, em prisão domiciliária num apartamento de Manhattan, tem agora outro problema entre mãos: é que os seus vizinhos não estão a gostar da atenção dos media. "É culpado de tornar a minha vida um inferno", afirma Michele Sebago, um dos muitos residentes que exigem a expulsão do indesejado hóspede.

ACUSAÇÃO CONTRA MINISTRO DE SARKOZY

As autoridades francesas abriram um inquérito ao secretário de Estado da Função Pública do governo do presidente Nicolas Sarkozy, George Tron, acusado de assédio sexual por duas ex-funcionárias da Câmara de Draveil, onde é também autarca. Tron nega as acusações e acusa as duas de agirem por vingança por terem sido despedidas. "Quando vi que uma empregada de hotel podia deter DSK, disse que não podia ficar calada", afirmou uma das alegadas vítimas, sob falsa identidade, ao ‘Le Parisien’.

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