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Correio da Manhã

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SEGUNDO GRANDE DEBATE TEM ARES DE DECISIVO

George W. Bush e John Kerry têm esta noite o seu segundo debate a dois, desta vez em formato de perguntas de votantes indecisos que a Gallup escolheu para estarem na Universidade de Washington em St. Louis, Missouri.
8 de Outubro de 2004 às 00:00
Empatados nas sondagens, Kerry e Bush protagonizam hoje novo duelo
Empatados nas sondagens, Kerry e Bush protagonizam hoje novo duelo FOTO: Shawn Thew/EPA
Os estudos de opinião dão Bush e Kerry tecnicamente empatados, depois de o presidente ter usufruído de uma boa vantagem no seguimento da Convenção Republiana e que se julgava já impossível de alcançar pelos democratas. Foi o primeiro debate que permitiu a Kerry ganhar terreno pelo que Bush não pode ter outro passo em falso. Pode ser decisivo.
Desta vez, o moderador é o jornalista da ABC TV Charles Gibson, também durará 90 minutos como todos os outros – o que tem sido sempre respeitado – e o moderador falará primeiro com os espectadores que vão colocar as questões, mas só para evitar duplicações.
O debate entre os candidatos a vice-presidente teve 46,3 milhões de espectadores, uma excelente marca depois dos 62 milhões que marcaram o primeiro confronto Bush-Kerry, provando o interesse anormal que estas eleições estão a despertar. O debate de hoje deverá ter um número de telespectadores americanos na ordem dos 50 milhões, já que é norma o primeiro debate ser o mais visto de todos.
Sendo as questões colocadas pela audência não há limites temáticos, mas espera-se que se fale da guerra no Iraque e da segurança interna, da criação de emprego, do financiamento da saúde e de temas morais e ligados à religião, como os casamentos homossexuais e a investigação de células estaminais.
Ontem, George Bush falou finalmente sobre o relatório do inspector-chefe americano que concluiu que Saddam não tinha armas de destruição maciça. O presidente reiterou que “baseado em toda a informação que temos hoje, acho que tivemos razão em agir e que a América é hoje mais segura com Saddam na prisão”.
Bush resolveu, depois do seu mau primeiro debate com Kerry, aumentar de tom os seus ataques ao senador. “É o mais liberal dos membros do Senado”, o que significa mais impostos e um Governo a controlar mais os cidadãos.
Já Kerry vai insistindo em que a guerra foi um erro e uma diversão do objectivo principal que é Osama bin Laden e a al-Qaeda, enquanto vão defendendo que os cortes nos impostos – uma das principais medidas económicas de Bush – devem ser revogados em favor de menor carga para quem ganha menos de 200 mil dólares anuais. Kerry fez anteontem uma defesa acalorada da investigação de células estaminais, colocando a questão só em termos científicos, enquanto Bush defende uma política mais restritiva com argumentos morais.
Hora do debate: 02H00 em directo na SIC Notícias, na 2:, CNN e SkyNews.
A RELIGIÃO E O CATOLICISMO DE KERRY
É provável que a religião apareça hoje no debate e John Kerry tem a particularidade de ser apenas o terceiro católico romano a entrar em eleições pelos grandes partidos. Kerry costuma andar com um crucifixo ao pescoço e uma Bíblia e um rosário nas deslocações de campanha. Mas fala muito menos do que Bush da sua religião. “Não ando com a minha fé nas mangas, mas sou católico convicto”, diz.
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