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Cinco das 13 vítimas dos ataques em duas escolas no Brasil correm risco de vida

Dois casos mais graves são os de um aluno de 11 anos e de uma aluna de 14, esta última entubada e a respirar com apoio de aparelhos.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Novembro de 2022 às 18:37
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Cinco das 13 vítimas dos ataques em duas escolas no Brasil correm risco de vida

Seis dos 13 feridos nos ataques desferidos, esta sexta-feira, por um estudante de 16 anos a duas escolas da cidade de Aracruz, no estado brasileiro do Espírito Santo, continuavam, este sábado, internadas em estado grave, de acordo com os boletins médicos divulgados. Dessas seis vítimas, cinco estão em estado muito delicado e correm risco de vida.

Os dois casos mais graves são os de um aluno de 11 anos e de uma aluna de 14, esta última entubada e a respirar com apoio de aparelhos. Todas as vítimas ainda internadas precisaram passar por cirurgias delicadas e estão em UTI, Unidades de Tratamento Intensivo, de hospitais especializados em Vitória, a capital do Espírito Santo, e Vila Velha, cidade vizinha, tendo os outros sete feridos tido alta depois de cuidados pelos médicos.

O autor dos ataques, um ex-aluno de uma das escolas, de apenas 16 anos, já foi preso. Ele foi encontrado pela polícia de Aracruz na casa dos pais, uma professora reformada de uma das escolas atacadas e um tenente da polícia, e foi fortemente hostilizado, tanto no momento da prisão quanto na chegada à esquadra, tendo os agentes muita dificuldade para o salvar da fúria dos vizinhos e outros populares.

Empunhando duas armas, uma pistola .40 que o pai usa na polícia e um revólver calibre 38, o rapaz invadiu, esta sexta-feira de manhã, a Escola Estadual Primo Bitti, onde estudou até Junho passado e de onde foi expulso por alegada "inadequação às regras", e disparou contra alunos e professores. Duas professoras foram mortas e outras nove pessoas ficaram feridas e a tragédia só não foi maior porque um docente bateu no atirador com uma barra de ferro quando este tentava recarregar uma das armas.

Fugiu num Renault Duster, que está em nome do pai, o atirador parou no entanto numa outra escola localizada na mesma rua, a pouco mais de um quilómetro da primeira, o Centro Educacional Praia do Coqueiral. Nesta, o estudante matou uma aluna de 12 anos e feriu outras quatro pessoas, depois foi tranquilamente para casa, onde a polícia o prendeu horas mais tarde.

Segundo o chefe da Polícia Judiciária de Aracruz, delegado José Darcy Arruda, o adolescente premeditou os ataques durante dois anos, desde que tinha 14 e decidiu concretizá-los esta sexta-feira sem nenhum motivo aparente para a escolha da data.

Ainda de acordo com a polícia de Aracruz, o pai do adolescente deu-lhe, há anos atrás, o livro "Mein Kampf", escrito pelo ditador alemão Adolf Hitler, cuja loucura levou à segunda guerra mundial, não estando claro ainda no entanto se foi a leitura desse livro, proibido em muitas partes do mundo, que levou o estudante a concretizar o horror que desencadeou agora.
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