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Senado do Brasil pede autorização aos EUA para comprar vacinas armazenadas da Covid-19

Caso autorizado, medida daria um impulso decisivo ao esforço de imunização dos 210 milhões de brasileiros.
Lusa 20 de Março de 2021 às 02:58
Vacina contra a Covid-19
Vacina contra a Covid-19 FOTO: Reuters
O presidente do Senado brasileiro enviou na sexta-feira uma carta à vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, pedindo autorização para comprar doses de vacinas contra a covid-19 que estão armazenadas nos Estados Unidos.

"Solicitei aos Estados Unidos, por meio de ofício enviado à vice-presidente Kamala Harris, pedido de socorro ao Brasil nas ações de combate à pandemia da covid-19. Pedi que fosse considerada a eventual concessão de autorização especial que permita a aquisição, pelo Governo brasileiro, de doses de vacina em estoque nos Estados Unidos e ainda sem a previsão de serem utilizadas localmente", anunciou o senador Rodrigo Pacheco na rede social Twitter.

A mensagem foi enviada à embaixada norte-americana em Brasília e endereçada a Kamala Harris que, por ser vice-presidente de Joe Biden, preside o Senado norte-americano.

Segundo o presidente do Senado brasileiro, caso autorizado, "daria um impulso decisivo ao esforço de imunização dos 210 milhões de brasileiros".

"Tendo acompanhado a provação por que tantos cidadãos norte-americanos passaram nos últimos meses, vossa excelência poderá bem avaliar a angústia e o sofrimento das famílias brasileiras diante do recrudescimento da pandemia. Suponho ainda que já estará inteirada do risco que o rápido avanço do vírus no Brasil representa para todo o hemisfério ocidental", argumentou o senador.

Pacheco ressaltou que o gesto "aprofundaria os laços de cooperação" entre os dois países e teria repercussões positivas internacionalmente, uma vez que o Brasil é, hoje, o "epicentro" da pandemia.

"Toda a comunidade internacional ganharia, em segurança sanitária e estima moral, com iniciativa de tamanha relevância e grandeza", afirmou, na carta enviada a Kamala Harris.

A mensagem também estende a oportunidade para que se realizem outras iniciativas de colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos na área da saúde e do combate à pandemia.

Ainda esta semana, também o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao mandatário norte-americano, Joe Biden, que compartilhe as vacinas restantes contra a covid-19 e convoque o G20 para discutir a distribuição de imunizantes.

"Os Estados Unidos têm um excesso de vacinas e não vai usar todas e talvez essas vacinas, quem sabe, poderiam ser doadas ao Brasil ou para outros países ainda mais pobres que o Brasil, que não tem condições de comprar vacinas", afirmou o histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na quarta-feira.

O Brasil, que atravessa agora o seu momento mais critico da pandemia, é o segundo país do mundo mais afetado pela covid-19, com 290.314 mortes e mais de 11,8 milhões de infeções, apenas atrás dos Estados Unidos.

Além de sucessivos recordes diários de óbitos e infeções e de hospitais em colapso, especialistas em saúde alertam que nas próximas semanas é esperado um forte aumento da curva pandémica na nação sul-americana, entre outros fatores devido à alta incidência de nova estirpe que detetada no Amazonas e que já se espalhou por todo o Brasil.

Até ao momento, apenas 4,5% da população brasileira recebeu a primeira dose dos imunizantes e 1,5% as duas doses, numa campanha de vacinação que avança lentamente no país devido à falta de antecipação nas encomendas de doses e atrasos nas entregas.

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