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Correio da Manhã

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Senado quer proibir torturas

O Senado dos EUA iniciou ontem um braço-de-ferro com a administração do presidente George W. Bush ao aprovar por larga maioria uma emenda ao orçamento do Pentágono na qual se prevê a moralização do tratamento de detidos em prisões militares norte-americanas.
7 de Outubro de 2005 às 00:00
Escândalo persegue EUA
Escândalo persegue EUA FOTO: Epa
A emenda, avançada pelo senador republicano John McCain, exige que as tropas dos EUA sigam padrões estritos de interrogatório e proíbe “o tratamento cruel, desumano e degradante” dos prisioneiros.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, afirmou que Bush deverá vetar a moção de McCain se a linguagem da mesma não for corrigida e considerou a emenda “desnecessária”, pois, salientou, já existem leis proibindo os maus-tratos de prisioneiros.
McCain, antigo piloto que passou mais de cinco anos em campos de prisioneiros norte-vietnamitas, argumentou, no entanto, que é preciso acabar com a “ambiguidade” nas directivas militares. “Exigimos informações sem nunca termos explicado claramente às tropas o que é proibido. E depois, quando as coisas correram mal, acusámo-los e castigámo-los”, afirmou, aludindo ao escândalo de torturas em Abu Graib, Iraque, e às denúncias de maus-tratos em Guantanamo, Cuba.
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