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Correio da Manhã

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Sentença adiada

O colectivo de juízes que preside ao julgamento de Mikhail Khodorkovsky adiaram esta terça-feira, pelo segundo dia consecutivo, a conclusão da leitura do veredicto e sentença do magnata russo, ex-patrão da petrolífera Yukos, acusado de fraude, corrupção, roubo e evasão fiscal.
17 de Maio de 2005 às 16:30
Ainda não foi hoje que Mikhail Khodorkovsky conheceu a sentença
Ainda não foi hoje que Mikhail Khodorkovsky conheceu a sentença FOTO: reuters
A leitura do veredicto e sentença de Mikhail Khodorkovsky, preso há 17 meses, começou ontem, mas foi interrompida ao final da manhã.
Por essa altura, o magnata, outrora o homem mais rico da Rússia, estava já considerado culpado de quatro das sete acusações inscritas no processo. Ele está a ser julgado com um associado, Platon Lebedev, sobre o qual pendem acusações semelhantes. O Ministério Público pede dez anos de prisão para cada um dos arguidos.
A defesa pede absolvição, mas poucas dúvidas tem já de que o tribunal em Moscovo vai mesmo decretar sentenças de prisão aos seus constituintes. Um dos advogados de defesa disse hoje que sobre o veredicto já não subsistem dúvidas - o tribunal declarou os arguidos culpados das sete acusações - faltando apenas conhecer a sentença. Ainda não foi revelada, mas os advogados já a declararam ilegal, alegando que este é um processo mais político que judicial.
De acordo com alguns analistas, o processo contra Mikhail Khodorkovsky terá sido 'encomendado' pelo próprio presidente russo, Vladimir Putin, com o objectivo de afastar desde já um futuro adversário político. Facto é que Khodorkovsky foi preso depois de ter declarado ambições políticas e não antes, durante a década em que enriqueceu vertiginosamente no vórtice das privatizações russas, o berço de uma nova classe: os oligarcas.
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