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Correio da Manhã

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Sequestrador de autocarro em ponte no Rio de Janeiro sofreu surto psicótico

Jovem de 20 anos foi abatido por atiradores de elite do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.
Cátia Andrea Costa / SÁBADO e Lusa 21 de Agosto de 2019 às 10:02
Homem armado ameaça e faz vários reféns num autocarro em ponte no Rio de Janeiro
Homem armado ameaça e faz vários reféns num autocarro em ponte no Rio de Janeiro
Sniper do BOPE atinge sequestrador
Homem armado ameaça e faz vários reféns num autocarro em ponte no Rio de Janeiro
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Sniper do BOPE atinge sequestrador
Homem armado ameaça e faz vários reféns num autocarro em ponte no Rio de Janeiro
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Sniper do BOPE atinge sequestrador
O jovem de 20 anos que foi morto após sequestrar 37 pessoas num autocarro no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, esta terça-feira, estava em "surto psicótico". O diagnóstico foi feito pela psicóloga que acompanhou a missão, coordenada pelo comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope).

De acordo com o tenente-coronel Maurílio Nunes, responsável pela operação, as negociações por telefone com o sequestrador não avançaram, tendo a psicóloga presente no local identificado no jovem um perfil psicótico, o que, segundo o tenente-coronel, levou a polícia a iniciar uma "negociação tática" que culminou nos disparos fatais. O sequestro dos passageiros de um autocarro na ponte que liga a cidade brasileira do Rio de Janeiro e Niterói começou pelas 6 horas locais (10 horas em Portugal continental) e terminou cerca das 9 horas locais (13 horas em Portugal continental) com a morte do suspeito. As autoridades confirmaram que o suspeito saiu do autocarro e foi baleado às 09h04 horas locais, por atiradores de elite. O suspeito foi ainda assistido, sem sucesso, por médicos no local.

"Ele [o sequestrador] alegou que se iria atirar da ponte, estava difícil manter a negociação. Ele saiu do autocarro e apontou a arma a uma vítima. Sempre tomámos por princípio de que a arma era real. O autocarro tinha garrafas com gasolina penduradas e ele tinha um isqueiro, então a ameaça era real. A negociação passou para tática, comandada por mim", acrescentou Maurílio Nunes, citado pela Agência Brasil.

Durante as três horas de negociações, o coronel Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar, informou que, além de uma arma de fogo, o autor do crime possuía uma arma de choque e um recipiente com gasolina. Após o fim do sequestro, as autoridades disseram que o suspeito usou uma arma de brincar.

Ainda não há informações detalhadas sobre a motivação do sequestrador, mas as autoridades disseram que todos os ocupantes do veículo, incluindo o motorista, foram resgatados sem ferimentos. A Polícia Civil investiga agora se o jovem teve ajuda de alguém no planeamento ou execução do sequestro.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, considerou um sucesso a operação que culminou na morte do sequestrador. "Tivemos de usar atiradores de elite para neutralizar um homem que ameaçava dezenas de vidas. Eu estive no local, subi ao autocarro e vi que havia um cheiro forte de gasolina. (...) Durante a negociação ele demonstrou uma perturbação mental e disse que queria parar o Estado. Vamos ouvir os reféns e familiares para entender o que o levou a praticar este ato", declarou Wilson Witzel em conferência de imprensa.
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