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Correio da Manhã

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SEXO COMEÇA AOS 40

Mulheres de todo o mundo, alegrem-se! O sexo não só não acaba aos 40 anos como na verdade, em muitos aspectos, começa justamente aí. Isso é, pelo menos, o que afirma uma revista feminina britânica baseando-se em resultados de novas investigações.
10 de Abril de 2003 às 00:00
As mulheres descobrem o que é bom depois dos 40
As mulheres descobrem o que é bom depois dos 40 FOTO: Direitos Rreservados
Desde há muito tempo que os homens afirmam que com a idade o sexo se torna melhor, pois o que se perde em energia ganha-se em maturidade e saber. No entanto, segundo os cientistas, tais afirmações são verdade não para os homens mas sim para as mulheres.
Um estudo que agora se publica na revista “Good Housekeeping” prova que a “brincadeira” fica cada vez melhor para aquelas que até aqui se pensava serem mulheres resignadas à rotina doméstica e a braços com as mazelas da menopausa. Ora toma lá! Dirão as feministas, pois o “reverso da medalha” (as mulheres) foi ostensivamente esquecido no que toca ao prazer sexual durante séculos de ignorância e poder exclusivamente masculino (no plano formal, pelo menos).
Há quem diga que a culpa desta “descoberta” do prazer maduro das mulheres, confirmada pela ciência, é da série norte-americana “O Sexo e a Cidade”. As fantasias desbragadamente reveladas e vividas, imaginária ou efectivamente, pelas personagens femininas dessa série, teriam servido de incentivo a muitas pacatas mães de família para começarem a... chamemos-lhe “soltar a franga”.
Kim Cattrall, de 46 anos de idade, muito bem “embalados” aliás, é uma das actrizes dessa série e acabou por se tornar um dos símbolos desta “libertação” sexual das mulheres maduras ao aproveitar o sucesso da série para publicar um guia sexual que se tornou recordista de vendas nos EUA e Reino Unido.
Mas, o que diz afinal o estudo sobre as “maduras”? Cerca de 500 mulheres casadas com mais de 40 anos foram interrogadas sobre as suas vidas íntimas e verificou-se que um terço delas tinham agora mais relações sexuais do que aos 20 anos. Os homens que tiverem neste momento um “brilhozinho nos olhos” fiquem a saber que cerca de 200 das interrogadas confessaram ter sido infiéis aos maridos e só 80 delas confessaram o “desvario”.
O estudo revela ainda que as mulheres gostam de variar, não só nos parceiros como nos locais onde mantêm relações. Um terço confessou ter feito sexo na banheira iluminada com velas, outras tantas preferiram a mesa da cozinha e mais de metade consumou um outro clássico fazendo sexo no carro.
A provar que a revolução sexual é mais uma guerra dos sexos do que um desejo de moralizar e tornar mais justo o exercício do poder, a maioria também adiantou que, apesar disso, não perdoaria uma traição da parte dos maridos. É de homem!
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