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Correio da Manhã

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SHARON NEGA DEPORTAÇÃO DE ARAFAT

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, declarou esta sexta-feira não ser uma boa opção política expulsar o presidente Yasser Arafat dos territórios autónomos palestinianos, mas defendeu o projecto de construção de uma barreira protectora dos colonatos na Cisjordânia, mesmo sob ameaça de retaliação financeira por parte dos Estados Unidos da América.
17 de Outubro de 2003 às 17:12
Arierl Sharon
Arierl Sharon FOTO: d.r.
“Os nossos cálculos, ao longo dos últimos anos, resultam na conclusão de que expulsar Arafat não seria bom para Israel”, declarou Sharom ao diário israelita “The Jerusalem Post”. No mês passado, o governo de Sahron aprovou uma declaração de princípios para a “remoção” de Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, há dois anos impedido pelos israelitas de sair do seu gabinete em Ramallah.
Alguns membros do governo israelita defenderam até a eliminação física do líder palestiniano, mas Sharon parece ter hoje colocado de parte a hipótese mínima de deportar Arafat. Recorde-se que Washington se opôs ao afastamento de Arafat. O dirigente palestiniano Saeb Erekat comentou as declarações de Sharon, afirmando que não são uma retracção oficial, uma vez que a decisão governamental tomada no mês passado não foi ainda anulada. E facto é que Sharon insistiu em sublinhar que, enquanto Arafat controlar a política palestiniana, não será possível fazer a paz.
Na mesma entrevista concedida ao “The Jerusalem Post”, o primeiro-ministro israelita defendeu a construção de uma longa barreira no território autónomo palestiniano da Cisjordânia, para separar os colonatos judaicos do restante território, reforçando a protecção dos mesmos. Washington opõe-se frontalmente a este projecto e já ameaçou deduzir custos do mesmo das garantias de empréstimos recentemente aprovadas no valor de 9 mil milhões de dólares. “Se decidirem tirar o dinheiro, façam-no”, disse Sharon, garantindo em como a construção do muro será feita.
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