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Correio da Manhã

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Síria: Aumenta violência em Damasco

A violência intensificou-se esta segunda-feira nos arredores da capital da Síria, onde segundo organizações dissidentes o fundador das primeiras unidades de militares dissidentes foi executado após vários meses de detenção.
30 de Janeiro de 2012 às 18:22
Oposição continua a contestar presidente Bashar al-Assad, que não cede e mantém-se no poder
Oposição continua a contestar presidente Bashar al-Assad, que não cede e mantém-se no poder FOTO: Osman Orsal/Reuters

No plano diplomático, intensificaram-se os apelos a uma intervenção da ONU, com a apresentação na terça-feira perante o Conselho de Segurança de um plano de saída da crise defendida pela Liga Árabe, que no sábado suspendeu a sua missão de observação em protesto contra a persistência dos confrontos e da repressão.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, à semelhança dos seus homólogos britânico, William Hague, e francês, Alain Juppé, já anunciaram que vão estar presentes na reunião de terça-feira do Conselho de Segurança para apoiar os esforços da Liga Árabe e defender a aprovação de uma resolução que ponha fim à violência no país.

Os combates e as operações de segurança foram retomadas hoje, com um balanço de pelo menos 55 mortos, referiu o Observatório sírio para os direitos humanos (OSDH). Ao citar uma fonte militar, o OSDH assegurou que o primeiro fundador da unidade de dissidentes, o oficial Hussein Harmuche, foi executado na semana passada pelos serviços de informações sírios. A "brigada dos oficiais livres", a formação de Harmuche, não confirmou a informação.

Hussein Harmuche, considerado o primeiro oficial superior do Exército sírio a anunciar a deserção em Junho de 2011, em protesto contra a repressão, refugiou-se na Turquia onde fundou a "brigada dos oficias livres", que depois se uniu ao Exército Sírio de Libertação (ASL).

Na sequência de uma jornada de domingo particularmente violenta, com pelo menos 80 pessoas mortas entre militares e civis, as forças do regime entraram hoje em Rankus, 40 quilómetros a norte da capital, após terem bombardeado uma região que foi cercada há cerca de uma semana.

No domingo, o comandante Maher Noueimi, porta-voz do ASL (que agrupa das forças rebeldes e reivindica 40.000 desertores), tinha anunciado uma intensificação dos combates perto da capital devido ao início de uma ofensiva militar com artilharia pesada.

De acordo com correspondentes das agências noticiosas internacionais, diversos subúrbios da capital estavam em estado de sítio, com os soldados a reforçarem as suas posições em barricadas improvisadas, enquanto outros controlavam os veículos e verificavam a identidade dos passageiros.

Grupos de activistas admitiram que as tropas rebeldes retiraram de Rankus, enquanto nos subúrbios orientais de Irbin e Hammuriyeh atiradores furtivos "disparavam contra tudo o que se movia".

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