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Correio da Manhã

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Síria: Conselho de Segurança sem conclusões

Moscovo e Pequim continuaram a rejeitar a opção militar que está a ser preparada por Washington, Londres e Paris.

28 de Agosto de 2013 às 20:56

Os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU terminaram hoje uma reunião sobre a Síria sem chegar a qualquer conclusão, disseram diplomatas citados pela France Presse.

Moscovo e Pequim continuaram a rejeitar a opção militar que está a ser preparada por Washington, Londres e Paris.

Os embaixadores da Rússia e da China deixaram a sala ao fim de pouco mais de uma hora de reunião. Os representantes dos outros três países (Estados Unidos França e Reino Unido) ficaram mais algum tempo e saíram sem fazer declarações.

Segundo diplomatas, os russos "repetiram os argumentos de Serguei Lavrov", ministro dos Negócios Estrangeiros russo, sobre os perigos de uma operação militar e afirmaram que não há provas da responsabilidade do regime sírio num ataque com armas químicas.

A China insistiu na "importância de Genebra II", a conferência que estava a ser preparada sobre uma possível transição política na Síria.

Russos e chineses indicaram que vão contactar os respetivos governos.

"As conversações devem continuar com bases nas instruções que recebam", explicou um diplomata ocidental, afirmando que não está muito otimista.

De acordo com a mesma fonte, não foi fixada qualquer data para novas conversações.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou hoje que Londres ia apresentar uma resolução a condenar "o ataque químico" de dia 21 de agosto na Síria e "autorizar as medidas necessárias para proteger civis", incluindo o uso da força armada. 

Segundo o governo britânico, a resolução "autoriza todas as medidas necessárias nos termos do capítulo VII da Carta da ONU para proteger civis de armas químicas" na Síria. Esse capítulo prevê medidas coercivas em caso de ameaça à paz e à segurança internacionais que podem ir de sanções a uma operação militar.

A resolução, se for aprovada, dará maior legitimidade a uma eventual ofensiva militar contra o regime de Bashar al-Assad.

Mas, a Rússia, aliada do regime sírio, já afirmou que é preciso esperar pelo regresso dos inspetores da ONU que estão na Síria, antes de discutir a resolução.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, afirmou hoje que as conversações na ONU sobre o projeto de resolução vão continuar "nos próximos dias", mas considerou que é preciso agir sem demoras, mesmo que o texto seja rejeitado.

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