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Síria: Ofensiva das forças do regime faz mais de 20 mortos

As forças de segurança do regime sírio lançaram esta segunda-feira uma forte ofensiva militar contra vários bairros da cidade de Homs (região centro da Síria), um bastião da oposição síria, matando pelo menos 22 pessoas, denunciaram hoje activistas.
26 de Dezembro de 2011 às 19:14

Os incidentes ocorreram poucas horas antes da chegada da missão de observadores da Liga Árabe ao território sírio, prevista para hoje.

"Os tiros de morteiro e de artilharia pesada contra o bairro de Baba Amro fizeram hoje de manhã 15 mortos e dezenas de feridos. A situação é assustadora e os bombardeamentos foram os mais intensos dos últimos três dias", afirmou o Observatório dos Direitos Humanos sírio (OSDH), entidade com sede no Reino Unido.

A mesma organização, que cita militantes locais, adiantou que foram registadas mais sete vítimas mortais em outros bairros e uma mulher morreu em Talbisse, perto de Homs.

"Baba Amro está a ser bombardeado com artilharia pesada e metralhadoras anti-aéreas", relataram os Comités locais de coordenação (oposição), os responsáveis pela mobilização no terreno.

Mais a norte, três civis, incluindo um adolescente, foram mortos na província de Hama quando as forças de segurança do regime dispararam contra manifestantes em Khattab.

Um jovem de 17 anos também morreu em Saraqeb, na região de Idleb (noroeste).

A França pediu hoje às autoridades sírias que autorizem os observadores da Liga Árabe no país a deslocar-se rapidamente à cidade de Homs (centro).

"Em conformidade com o plano da Liga Árabe, as autoridades de Damasco têm, imperativamente, de permitir o acesso dos observadores à cidade de Homs, onde a violência é particularmente sangrenta", disse o porta-voz da diplomacia francesa, Bernard Valero.

Uma primeira equipa da Liga Árabe chegou quinta-feira à Síria para preparar a missão dos observadores. O general sudanês Mohammed Ahmed Mustapha al-Dabi, que deverá dirigir a missão, chegou domingo ao país, segundo fontes sírias.

Uma primeira delegação da missão, que deverá integrar cerca de 50 peritos civis e militares árabes, deverá chegar ainda hoje à Síria.

"A missão terá a liberdade de se deslocar em coordenação com a parte síria e em conformidade com o acordo" assinado por Damasco e a Liga Árabe, afirmou hoje, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, Jihad Makdissi.

A repressão da contestação popular contra o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, já fez mais de 5000 mortos desde o início de Março, de acordo com as estimativas das Nações Unidas.

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