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Síria: Oposição pede "batalha de libertação" se ONU não agir

O líder do principal grupo da oposição síria, Burhan Ghalioun, instou este domingo o povo da Síria a travar uma "batalha de libertação" contra o regime até que a ONU autorize uma intervenção militar no país.
27 de Maio de 2012 às 16:54
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Síria, oposição, batalha, libertação, ONU, Burhan Ghalioun, regime, militar FOTO: EPA

"Apelo ao povo sírio para que lidere uma batalha de libertação e de dignidade, contando com as suas próprias forças, com os rebeldes espalhados pelo país e com as brigadas e os amigos do Exército Sírio Livre", disse Ghalioun numa conferência de imprensa em Istambul.

O dirigente defendeu a necessidade de uma tal batalha "caso a comunidade internacional não assuma as suas responsabilidades ao abrigo do capítulo VII" da Carta das Nações Unidas.

O capítulo VII prevê a imposição de medidas a um país, incluindo pela força, em caso de "ameaça à paz, ruptura da paz ou ato de agressão".

Ghalioun, que lidera o Conselho Nacional Sírio, criticou o massacre de uma centena de civis, um terço crianças, na sexta-feira em Houla, imputado pela oposição às forças do regime de Bashar al-Assad.

"Apelo ao povo sírio e ao Exército Sírio Livre para que estejam preparados, porque não temos mais tempo a perder", disse, acrescentando que "os sírios já não têm nada a perder" e "só vão pôr fim à sua marcha gloriosa com o anúncio da criação de uma Síria democrática, livre e soberana".

O massacre de Houla foi denunciado com indignação pela comunidade internacional. Após a denúncia das mortes – 60 adultos e 32 crianças, segundo a ONU –, o Exército Sírio Livre, constituído por desertores das forças do regime, anunciou a sua desvinculação do plano acordado pelas partes a 12 de Abril e do cessar-fogo nele previsto mas nunca respeitado.

Burhan Ghalioun, que dirige o Conselho Nacional Sírio desde a sua fundação, em Março de 2011, está demissionário. Segundo explicou numa entrevista, afasta-se da liderança do movimento, que congrega islamitas, nacionalistas, liberais e independentes, devido às divisões entre islamitas e laicos.

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