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Pelo menos dez mortos em ataque sírio-russo contra escola na Síria

Maioria dos mortos na escola pertencia à mesma família de deslocados que se tinha refugiado no edifício.
Lusa 12 de Julho de 2017 às 09:02
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Pelo menos dez civis morreram no passado dia 14 de junho numa escola e arredores, no sul da Síria, em bombardeamentos sírios e russos e disparos de artilharia, denunciou esta quarta-feira a organização Human Rights Watch (HRW).

A organização não-governamental (ONG) indicou que os residentes da população de Tafas, onde fica a escola, desconheciam a existência de alvos militares nas proximidades.

Um dos bombardeamentos atingiu o pátio da escola Mártir Kiuan, causando a morte de oito pessoas. Uma hora antes duas pessoas tinham morrido na sequência de disparos de artilharia nas imediações.

A maioria dos mortos na escola pertencia à mesma família de deslocados que se tinha refugiado no edifício, destacou a HRW em comunicado.

O ataque aconteceu quando os estudantes estavam de férias, evitando um maior número de vítimas.

"À entrada da escola um aviso dizia "Mantém a escola limpa", mas o chão estava manchado com o sangue de uma família a 14 de junho", afirmou o investigador da HRW, Bill Van Esveld.

"Enquanto ninguém prestar contas por estes contínuos e ilegais ataques, é provável que continuem", alertou.

Um residente explicou que as fações contrárias ao governo, Fachr al Islam e Al Mutaz Bilah, estão presentes em Tafas, mas nenhuma está destacada na zona da escola ou seus arredores.

As forças governamentais estão estacionadas a cerca de cinco quilómetros da localidade.

Na nota, a HRW explicou que a escola Mártir Kiuan tinha entre 300 e 400 alunos até 2011 e manteve esse número depois do início do conflito porque, apesar da saída de alguns estudantes, outros chegaram deslocados de outras zonas.

As suas instalações já tinham sido danificadas por um bombardeamento em novembro de 2016, que não causou mortos ou feridos, e tinha continuado a funcionar, apesar de algumas famílias de deslocados ali viverem.

Segundo dados da ONU, um em cada três menores na Síria não está escolarizado e uma em cada três escolas não está operacional por ter sido total ou parcialmente destruída, ou por ser utilizada pelas forças militares ou servir de refúgio a deslocados.

"A operação militar conjunta sírio-russa demonstrou repetidamente um desapreço pela vida dos civis e pelas escolas, que representam um futuro melhor para o país. Os ataques em Tafas são aparentemente ilegais e as vítimas merecem justiça", afirmou Esveld.

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