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Correio da Manhã

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Sobe para 3.681 número de mortos nas Filipinas devido a tufão

Nações Unidas e governo filipino prevêem aumento do número de vítimas mortais nos próximos dias.
17 de Novembro de 2013 às 09:17
Estragos provocados pelo tufão Haiyan nas Filipinas
Estragos provocados pelo tufão Haiyan nas Filipinas FOTO: REUTERS/Cheryl Ravelo

As autoridades das Filipinas elevaram, este domingo, para 3.681 o número de mortos provocados pelo tufão Haiyan, numa altura em que a ajuda começa a chegar às zonas mais remotas afetadas pelo desastre nas províncias centrais do arquipélago.

As Nações Unidas, que estimaram, na sexta-feira, as vítimas mortais em 4.460, e o governo filipino prevêem um aumento do número nos próximos dias, à medida que forem sendo removidos os corpos que se encontram sob os escombros.

De acordo com o mais recente relatório do Conselho Nacional de Gestão e Redução de Desastres, há mais de 10 milhões de afetados, 12.544 feridos e 1.186 desaparecidos.

Mais de 3,9 milhões de pessoas foram deslocadas pelo tufão Haiyan – que arrasou a região central das Filipinas no dia 8 –, das quais apenas 348.870 se encontram em centros de abrigo.

De acordo com dados provisórios, os prejuízos ascendem a mais de 10.300 milhões de pesos (175 milhões de euros).

O governo filipino trabalha para tentar restabelecer o fornecimento de eletricidade nas áreas afetadas, patrulhadas por centenas de polícias e soldados para evitar saques e manter a segurança após o caos inicial.

ASSISTÊNCIA MÉDICA DE EMERGÊNCIA AINDA É NECESSÁRIA

A assistência médica de emergência ainda é necessária nas zonas das Filipinas mais afetadas pelo tufão Haiyan devido à falta de recursos locais para assistir os milhares de feridos e doentes crónicos, disse este domingo o subcomandante da missão israelita.

"Estamos a tratar cerca de 300 pessoas por dia, não são todos feridos por causa do tufão, muitos são doentes crónicos que não têm acesso a tratamento médico ou pacientes com complicações resultantes de feridas pequenas", disse o tenente-coronel Ofer Merín.

O responsável pelo hospital de campanha que Israel montou em Bogo City, Ofer Merín explicou numa conversa telefónica com jornalistas em Jerusalém que antes de amanhecer a população começa a concentrar-se à porta para pedir ajuda médica, uma vez que o pequeno hospital local não consegue acudir todos.

"O hospital tem uma equipa de emergência com dois ou três médicos, pelo que os apoiamos com os casos que nos vão enviando", disse o militar.

Com uma equipa médica de 65 pessoas, entre médicos, enfermeiros e técnicos, o hospital de campanha israelita foi montado na quinta-feira em resposta a um pedido internacional de ajuda das autoridades filipinas.

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