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Grupo que se barricou no Museu do Prado em protesto já foi retirado

Grupo sobreviveu a um envenenamento em massa que aconteceu em 1981 e causou a morte a 700 pessoas.
19 de Outubro de 2021 às 11:19
Um grupo de sobreviventes de um envenenamento em massa que aconteceu em 1981 e causou a morte a 700 pessoas em Espanha estava barricado no Museu do Prado, em Madrid, Espanha, e ameaçava cometer suicidio se o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, não cumprisse as exigências propostas.

A polícia espanhola já conseguiu entretanto retirar o grupo que se tinha trancado numa sala do museu. Foram detidas duas pessoas, de acordo com a ABC.

O grupo pertencente à "Plataforma Seguimos Viviendo" partilhou no Twitter um comunicado em que pedia a Sánchez que os recebesse antes do final do mês.

"Após seis horas da nossa chegada, começaremos a ingerir os comprimidos", pode ler-se na publicação. "Daremos-lhe o privilégio de ver o nosso descanso eterno em direto"

No comunicado, o grupo diz que esta é uma ação de dor e um pedido de socorro ao Mundo contra a "humilhação e o abandono de pessoas doentes por governos e políticos".

A origem da intoxicação em massa, conhecida como "síndrome do óleo de colza", foi um óleo de uso industrial utilizado de maneira fraudulenta para o consumo humano.

A maioria das vítimas pertencia às classes populares, que compravam óleo de colza a preços baixos em mercados ambulantes.

Os sobreviventes desta tragédia sofrem sequelas físicas e psicológicas e muitos tiveram de esperar mais de 20 anos para receber uma indemnização.


Em atualização
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