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Correio da Manhã

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Solidariedade esgota ‘Charlie’

Em poucos minutos o jornal satírico vendeu 700 mil exemplares.
Francisco J. Gonçalves 15 de Janeiro de 2015 às 11:09
Longas filas para comprar o 1.º ‘Charlie’ desde o ataque
Longas filas para comprar o 1.º ‘Charlie’ desde o ataque FOTO: Reuters

O primeiro número do ‘Charlie Hebdo’ desde o ataque contra o jornal satírico que na semana passada vitimou 12 pessoas esgotou em poucos minutos e quem encontrou um exemplar disponível teve de se levantar bem cedo para fazer fila nos pontos de venda. Mas, quem não chegou a tempo poderá tentar de novo até ao final da próxima semana, pois em vez dos dois milhões previstos, a publicação terá cinco milhões de exemplares.

Em alguns locais a polícia teve de intervir para controlar tumultos, e poucas horas depois de esgotada a tiragem inicial, de ‘apenas’ 700 mil exemplares, havia já anúncios na internet nos quais se pediam preços até cem vezes superiores. Esta especulação, contudo, está votada ao fracasso, pelo menos para já, pois devem chegar ao mercado cerca de 500 mil novos exemplares por dia até ser completada a tiragem de cinco milhões do chamado "número dos sobreviventes".

Da febre de solidariedade e curiosidade que ontem assolou a França beneficiaram outros títulos, como o ‘Le Canard Enchaîné’, jornal satírico concorrente do ‘Charlie’, que dedicou um número ao cartoonista Cabu, uma das vítimas do ataque terrorista; e o ‘Libération’, que homenageou o ‘Charlie’ na sua capa. Ambas as publicações esgotaram e anunciaram o reforço das respetivas tiragens para responder à procura.

O ‘Charlie’ mostra outra vez na capa o profeta Maomé e está disponível em seis línguas, entre elas árabe e turco. A edição causou protestos no mundo islâmico e deu origem a novas ameaças dos radicais.

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