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Correio da Manhã

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SONIA PODE NÃO TER SIDO A PRIMEIRA

A Procuradoria de Málaga, que está a investigar o assassinato da jovem Sonia Carabantes, encontrou várias semelhanças com outro caso registado na mesma região, em 1999, em que foi morta uma rapariga de 19 anos.
3 de Setembro de 2003 às 00:00
Segundo fontes ligadas à investigação, as amostras de ADN recolhidas nas unhas de Sonia e num cigarro encontrado no local onde foi descoberto o corpo da jovem, há duas semanas, são idênticas aos vestígios encontrado num cigarro recolhido no local onde foi encontrado o corpo de Rocío Wanninkhof, uma jovem de 19 anos que desapareceu a 9 de Outubro de 1999 e cujo corpo foi descoberto quase um mês depois na região de Marbella, a menos de 30 quilómetros do local onde foi descoberto o corpo de Sonia.
Para além desta importante prova, existem outras semelhanças entre os dois casos: as vítimas são duas raparigas jovens, com menos de vinte anos, com evidentes parecenças físicas, e ambas foram sequestradas quando regressavam de idas ao mercado. Ambas foram mortas com grande violência – Rocío foi apunhalada e Sonia estrangulada – mas nenhuma das duas foi violada. A Polícia, recorde-se, havia dito inicialmente que Sonia tinha sido vítima de violação, mas exames posteriores cujos resultados foram agora divulgados vieram desmentir essa teoria.
As semelhanças entre os dois casos poderão levar as autoridades a reabrir o caso de Rocío, apesar de este já ter sido julgado e uma mulher, amiga da família da jovem, ter sido condenada a 15 anos de cadeia. Essa sentença foi, no entanto, anulada pelo Supremo Tribunal, que considerou que não existiam provas suficientes para a condenação. A alegada assassina, Dolores Vázquez, que manteve durante dez anos uma relação amorosa com a mãe de Rocío, foi entretanto libertada sob fiança, e as novas informações poderão ajudar a ilibá-la por completo.
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