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Correio da Manhã

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Strauss-Kahn já é um homem livre

Como já era esperado, o juiz Michael Obus, do Supremo Tribunal de Justiça de Nova Iorque, retirou ontem formalmente todas as queixas de agressão sexual contra o ex-director do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn, dando seguimento ao pedido do Ministério Público, que decidira, na véspera, retirar as acusações por falta de credibilidade na queixosa, Nafissatou Diallo. Três meses depois, Strauss-Kahn volta a ser um homem livre.
24 de Agosto de 2011 às 00:30
Strauss-Kahn (ao centro com a mulher) agradeceu aos que sempre acreditaram na sua inocência
Strauss-Kahn (ao centro com a mulher) agradeceu aos que sempre acreditaram na sua inocência FOTO: Jessica Rinaldi/Reuters

 

O ex-patrão do FMI e a mulher, Anne Sinclair, chegaram juntos ao tribunal, onde ouviram o juiz dar o processo como encerrado, e saíram de sorriso vitorioso.

"Estes últimos dois meses e meio foram um pesadelo para mim e para a minha família. Estou grato aos amigos, em França e nos EUA, que acreditaram na minha inocência", disse DSK.

Numa derradeira tentativa de manter o caso em aberto, o advogado de Nafissatou Diallo ainda pediu ao tribunal para nomear um procurador especial, mas o pedido foi recusado.

Nafissatou Diallo passou de vítima a suspeita ao ser apanhada em sucessivas mentiras, incluindo versões contraditórias dos momentos que se seguiram à alegada violação.

"Se nós não acreditamos nela para além de uma dúvida razoável, como podemos pedir a um júri que o faça?", concluiu o Ministério Público num dossiê de mais de 25 páginas. O juiz concordou.

SEXO TRAMA MAIS UM POLÍTICO

Um deputado do Partido Trabalhista australiano, no poder, foi acusado de usar um cartão de crédito oficial para pagar serviços de prostitutas, num caso que ameaça fazer cair o governo. As acusações dizem respeito à altura em que o visado, Craig Thomson, chefiava o Sindicato dos Serviços de Saúde. Segundo a Imprensa, Thomson terá por diversas vezes usado o cartão de crédito do sindicato em bordéis, além de outras despesas não explicadas. O deputado nega tudo e alega que a sua assinatura terá sido forjada, mas já foi forçado a demitir-se da presidência da Comissão Parlamentar de Economia. O Partido Trabalhista tem uma maioria parlamentar de um deputado, pelo que a sua demissão provocaria inevitavelmente a queda do governo.

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