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Correio da Manhã

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Sucessor de Juncker divide Merkel e Macron

Líderes da UE reuniram-se para debater escolha do futuro presidente da Comissão Europeia.
Ricardo Ramos 29 de Maio de 2019 às 09:06
Emmanuel Macron e António Costa tentaram convencer a chanceler alemã Angela Merkel sobre a distribuição de cargos de topo europeus
Emmanuel Macron e Angela Merkel
Emmanuel Macron e Angela Merkel
Merkel e Macron
Emmanuel Macron e António Costa tentaram convencer a chanceler alemã Angela Merkel sobre a distribuição de cargos de topo europeus
Emmanuel Macron e Angela Merkel
Emmanuel Macron e Angela Merkel
Merkel e Macron
Emmanuel Macron e António Costa tentaram convencer a chanceler alemã Angela Merkel sobre a distribuição de cargos de topo europeus
Emmanuel Macron e Angela Merkel
Emmanuel Macron e Angela Merkel
Merkel e Macron
A escolha do próximo presidente da Comissão Europeia abriu um fosso entre a Alemanha e a França. Angela Merkel defende que o sucessor de Jean-Claude Juncker deve ser o candidato do bloco político mais representado no Parlamento Europeu, como tem sido prática corrente, mas Emmanuel Macron e outros dirigentes europeus, incluindo António Costa, discordam.

Os líderes dos 27 reuniram-se esta terça-feira em Bruxelas para discutir a distribuição dos cargos de topo da UE e os sinais de desacordo foram evidentes.

Merkel insistiu na escolha do compatriota Manfred Weber, candidato do Partido Popular Europeu, que terá a maior bancada no próximo Parlamento Europeu, mas vários líderes, com Macron à cabeça, defenderam a escolha de um candidato "com maior experiência executiva".

Foi o caso de António Costa, que defendeu a escolha de Frans Timmermans, candidato da bancada socialista, o segundo bloco político mais votado.

"Seria estranho que o presidente da Comissão não fosse alguém, como tem sido sempre, com sólida experiência executiva, e de preferência ao nível nacional e europeu", frisou. Timmermans, antigo MNE holandês e atual vice-presidente da Comissão Europeia, "tem o melhor perfil e preenche perfeitamente estes critérios".

António Costa foi nomeado o negociador da família socialista e é ele próprio apontado como possível candidato à presidência do Conselho Europeu, ocupado por Donald Tusk.

À saída do Conselho Europeu, António Costa garantiu que não foram discutidos nomes, mas uma "discussão genérica sobre perfis".
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