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Correio da Manhã

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Sudão expulsa enviado especial da ONU

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Sudão anunciou este domingo a expulsão do representante da ONU no país, a quem deu um prazo de três dias para abandonar Cartum. Jan Pronk é considerado "persona non grata" por ter anunciado que o Exército sudanês sofreu pesadas baixas em combates com os rebeldes em Darfur.
22 de Outubro de 2006 às 15:50
Segundo a agência de notícias SUNA, a ordem de expulsão foi emitida contra o diplomata holandês por ele ter demonstrado “inimizade em relação ao Governo sudanês e às suas forças armadas” e por ter proferido declarações “incompatíveis com a sua missão”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou a representação da ONU em Cartum de que a missão de Pronk “chegou ao fim” e de que ele “deve abandonar o território sudanês dentro de 72 horas, a partir do meio-dia de domingo”, acrescenta a agência de notícias.
Apesar da ordem de expulsão, a agência de notícias sudanesa garante que Cartum está “empenhado em cooperar com a ONU” para resolver a crise em Darfur e irá trabalhar com o substituto de Jan Pronk “em concordância com os tratados assinados com as Nações Unidas”.
A guerra em Darfur, que se arrasta há três anos e meio, opõe grupos rebeldes locais ao Exército sudanês e a milícias árabes pró-governamentais. As agências internacionais referem que 200 mil pessoas morreram e mais de 2,5 milhões foram obrigadas a abandonar as suas casas.
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