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Correio da Manhã

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Sudão: Participação de 96% no referendo

A taxa de participação no referendo sobre a independência do sul do Sudão atingiu 96 por cento e a região deverá tornar-se em breve no 193.º país do mundo, anunciou a comissão eleitoral esta terça-feira. A lei eleitoral impunha uma participação mínima de 60 por cento dos eleitores para a validação da consulta, uma barreira que foi ultrapassada a 13 de Janeiro.
18 de Janeiro de 2011 às 18:51
Taxa de participação histórica no referendo sobre a independência do sul do Sudão
Taxa de participação histórica no referendo sobre a independência do sul do Sudão FOTO: Reuters/Mohamed Nureldin Abdallah

O referendo sobre a independência, que se realizou entre 9 e 15 de Janeiro, teve uma taxa de participação superior à registada nas eleições gerais de Abril, onde 62 por cento dos inscritos exerceram o direito de voto.

O escrutínio, previsto no acordo de paz firmado em finais de 2005 e que pôs termo a duas décadas de guerra civil entre o norte, muçulmano, e o sul, cristão e animista, não registou incidentes graves e foi considerado "credível" pelos observadores internacionais.

Na reunião no Conselho de Segurança da ONU dedicada à situação no Sudão, a embaixadora norte-americana Susan Rice identificou como cruciais para o "difícil mas prometedor caminho" dos próximos meses a demarcação de fronteiras, cidadania, partilha de riqueza e recursos naturais, e também administração, divisão da dívida nacional, acordos de segurança, cambiais e tratados internacionais.

Isto além da delicada questão da região de Abyei, onde a falta de acordo entre as partes impediu a realização de um referendo na mesma data da consulta popular ao sul do país.

A diplomata pediu às duas regiões para que “regressem à mesa das negociações o mais rapidamente possível para negociar uma resolução sustentável para a questão de Abyei e outras questões pendentes do acordo de paz", disse Rice, que pediu "o  mesmo espírito do referendo".

O representante do Reino Unido, Mark Lyall Grant, manifestou, por seu turno, "grande  preocupação" com a situação no Darfur, onde recentemente foram raptados civis ao serviço das Nações Unidas.

O diplomata português António Monteiro realçou que "o empenho positivo alcançado [no referendo] só pode ser mantido por novas manifestações de boa vontade e empenho político de ambos os lados".

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