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Suécia lança estratégia para combater dependência de minérios da China

Entre outras medidas, o governo declarou que, até 2030, será facilitada a extração de 13 metais e minerais estratégicos ou críticos adicionais, para além dos já extraídos no país.

23 de julho de 2026 às 23:48

O Governo sueco lançou esta quinta-feira uma estratégia para reforçar a sua indústria mineira e combater a dependência de minérios da China, que no ano passado retaliou sobre parceiros comerciais restringindo o acesso a matérias-primas cuja produção controla.

A ministra das Finanças sueca, Elisabeth Svantesson, afirmou em comunicado do Governo que "a Suécia e a Europa já não podem depender dos minerais extraídos em países onde os direitos humanos e o ambiente são ignorados».

«A Suécia tem condições excecionais para extrair os minerais necessários à eletrificação, à digitalização e à modernização da defesa de forma ambientalmente responsável", enfatizou.

Entre outras medidas, o governo declarou que, até 2030, será facilitada a extração de 13 metais e minerais estratégicos ou críticos adicionais, para além dos já extraídos no país.

O setor mineiro sueco representa 3,5% do PIB da Suécia e 8% das suas exportações.

A ministra da Energia e da Indústria, Ebba Busch, sublinhou que "o acesso aos metais já não é uma política económica", mas sim uma política de segurança.

"O governo apresentou uma nova estratégia para a mineração para reforçar a nossa competitividade, a nossa defesa e a nossa independência", argumentou a ministra da Energia.

No ano passado, a China impôs restrições à exportação de minerais críticos para a União Europeia e para o resto do mundo.

Numa primeira fase, em abril de 2025 e em resposta às tarifas dos Estados Unidos, a China introduziu controlos de exportação para elementos de terras raras, abrangendo sete minerais.

Na segunda fase, a partir de outubro de 2025, o Ministério do Comércio da China anunciou novos controlos de exportação sobre elementos de terras raras e produtos, equipamentos e tecnologias relacionados, exigindo que as empresas estrangeiras obtivessem uma licença chinesa para exportar "peças, componentes e conjuntos" que contenham materiais de terras raras de origem chinesa ou produzidos com tecnologias chinesas de terras raras. Acrescentou então cinco metais às restrições, elevando o total para 12 dos 17 elementos.

A partir de 01 de dezembro de 2025, os controlos deveriam intensificar-se ainda mais, mas na cimeira da APEC em Busan, a 30 de outubro, ambos os lados recuaram e posteriormente a China suspendeu oficialmente os controlos de exportação de terras raras, até 10 de novembro de 2026, no âmbito de um acordo assinado com os Estados Unidos.

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