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Correio da Manhã

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Suécia discorda de parecer da ONU sobre fundador da WikiLeaks

Nações Unidas dizem que Assange foi "detido arbitrariamente".
5 de Fevereiro de 2016 às 10:40
Margot Wallstrom, ministra dos Negócios Estrangeiros
Margot Wallstrom, ministra dos Negócios Estrangeiros FOTO: Getty Images
A Suécia "não concorda" com o parecer de um grupo de trabalho da ONU, de acordo com a qual o fundador da WikiLeaks Julian Assange foi "detido arbitrariamente", indicou numa carta divulgada esta sexta-feira.

"O governo não concorda" com o grupo de trabalho que pediu à Suécia e ao Reino Unido para indemnizarem Assange, e considera que "não tem o direito (...) de interferir num caso a decorrer" na Justiça, indicou o ministério dos Negócios Estrangeiros sueco numa carta enviada à comissão da ONU.

Na quinta-feira, a diplomacia sueca anunciou que o grupo de trabalho da ONU sobre detenção arbitrária determinou que a reclusão de Assange na embaixada do Equador em Londres representa uma detenção ilegal.

Assange, de 44 anos, encontra-se recluso na embaixada do Equador desde 2012, quando esse país lhe concedeu asilo, após um longo processo legal no Reino Unido, que terminou com a decisão da sua entrega às autoridades da Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais.

O australiano apresentou em setembro de 2014 uma queixa aquele painel da ONU contra a Suécia e o Reino Unido, alegando que a reclusão na embaixada representava uma detenção ilegal.

As decisões do painel da ONU não são juridicamente vinculativas, mas terão influenciado a libertação de personalidades como a birmanesa Aung San Suu Kyi e o jornalista do Washington Post Jason Rezaian.
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