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Supremo do Brasil manda prender deputado e mais três réus do ‘Mensalão’

Todos os detidos se apresentaram voluntariamente à polícia.
6 de Dezembro de 2013 às 11:23
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro FOTO: Globo via Getty Images

O presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF), Joaquim Barbosa, decretou no final da tarde de quinta-feira a prisão de mais quatro réus condenados no julgamento do ‘Mensalão’, entre eles um deputado federal. Todos eles se apresentaram voluntariamente à polícia em Brasília entre o final da noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta, e já estão à disposição da justiça, devendo ser encaminhados para as penitenciárias onde começarão a cumprir as penas a que foram sentenciados.

Os quatro que tiveram a prisão decretada agora são o deputado Valdemar da Costa Neto, do Partido da República (PR) de que já foi presidente, os ex-deputados Pedro Correa, do Partido Progressista, (PP), o Bispo Rodrigues, também do PR, e o banqueiro Vinicios Samarani. Este último é ex-vice-presidente do Banco Rural, uma das instituições bancárias acusadas de terem forjado empréstimos ao Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, para o Partido dos Trabalhadores (PT) pagar a fidelidade de aliados ao então presidente brasileiro.

Logo após ter sido informado do mandado de prisão, Valdemar da Costa Neto renunciou ao mandato parlamentar. Em 15 de Novembro, o supremo decretou a prisão de outros 12 condenados no mesmo processo, 11 dos quais também se entregaram horas depois e continuam presos, tendo o outro, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, fugido para a Itália.

Entre os 11 condenados no ‘Mensalão’ que já se encontravam atrás das grades estão outras figuras graúdas da política brasileira, entre eles o ex-ministro-chefe de Lula, José Dirceu, preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, e o ex-presidente do PT, José Genoíno. O ex-presidente do PT esta semana também renunciou ao mandato de deputado e estava na Papuda, na mesma cela de Dirceu, mas alegando problemas de saúde, obteve autorização provisória para cumprir a pena em regime domiciliar, em casa de uma filha na capital brasileira.

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