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Talibãs anunciam "ofensiva da primavera" contra forças estrangeiras no Afeganistão

"Operação Mansour" tem o nome do antigo líder dos talibãs que foi morto num ataque de 'drones' dos EUA.
28 de Abril de 2017 às 07:25
Talibãs
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Os rebeldes talibãs do Afeganistão anunciaram o lançamento da "ofensiva da primavera" contra as "forças estrangeiras" estacionadas no país.

A ofensiva, de cariz anual, foi batizada de "Operação Mansour", nome do antigo líder dos talibãs que foi morto, no ano passado, num ataque de 'drones' dos Estados Unidos.

"O principal alvo da 'Operação Mansour' vai ser as forças estrangeiras, as suas infraestruturas militares e serviços de informações, e a eliminação dos seus mercenários locais", indica um comunicado dos talibãs.

Apesar de estarem a iniciar oficialmente a "ofensiva da primavera", os talibãs efetuaram recentemente ataques como o, do início da semana, lançado contra uma base militar no norte do país, que fez mais de 130 mortos, num dos piores golpes sofrido pelas forças afegãs desde 2001.

A NATO terminou, em 2014, a missão de combate no Afeganistão e atualmente os Estados Unidos têm perto de dez mil soldados no país.

O principal papel das tropas norte-americanas é ajudar e treinar as tropas afegãs, mas têm sido cada vez mais chamadas para prestar apoio direto contra os grupos rebeldes.

O conflito afegão recrudesceu desde o fim da missão de combate da NATO.

O ano passado foi o mais sangrento para a população civil, com 3.498 mortos e 7.920 feridos, desde que a missão da ONU no Afeganistão (Unama) começou a contabilizar as vítimas em 2009.

Na guerra do Afeganistão, que dura há 16 anos, estão presentes os rebeldes talibãs e o grupo extremista Estado Islâmico (EI), que lutam entre si e com as forças de segurança afegãs.

No passado dia 13, os Estados Unidos lançaram a bomba não-nuclear mais potente (GBU-43 Massive Ordnance Air Blast, MOAB), conhecida como a "mãe de todas as bombas", contra um complexo do EI em Nangarhar, dias depois de um militar das forças especiais norte-americanas ter sido morto na zona.

Mais de 90 combatentes ou apoiantes do EI morreram no bombardeamento, de acordo com as autoridades de Cabul.

Os Estados Unidos estimam que o EI tenha cerca de 800 combatentes no Afeganistão.
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