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Correio da Manhã

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Tarde de confrontos violentos no Rio de Janeiro

Manifestação à porta da Câmara Municipal acabou em confrontos violentos com a polícia, alastrando ao centro da capital carioca.
2 de Outubro de 2013 às 14:12
Manifestação à porta da Câmara Municipal acabou em confrontos violentos com a polícia, alastrando ao centro da capital carioca.

A cidade brasileira do Rio de Janeiro viveu terça-feira mais um dia de confrontos entre manifestantes e a polícia, que começaram a meio da tarde, hora local, início da noite em Lisboa, e se prolongaram até à madrugada desta quarta-feira. Pelo menos 17 pessoas foram detidas e várias dezenas ficaram feridas.

Os confrontos começaram na Cinelândia, no centro da cidade, quando uma multidão de professores municipais em greve tentou entrar na Câmara Municipal para assistir à votação de um projeto de lei sobre cargos, carreira e salários da categoria. Os docentes estão contra a proposta, que acabou por ser aprovado pelos vereadores. Um forte contingente policial fez várias barreiras para tentar evitar o avanço da multidão. Perante as investidas dos professores, os agentes atiraram dezenas de bombas de gás contra eles.

Com isso, a multidão fragmentou-se momentaneamente e os confrontos espalharam-se pelas ruas adjacentes, com efetivos da polícia de choque a tentar dispersar os manifestantes. Muitos prédios foram atingidos pelas bombas de gás e, mesmo dentro da Câmara, os trabalhos chegaram a ser interrompidos por cenas cenas de histeria entre funcionários e pela violência em redor do edifício.

Quando as coisas já pareciam mais calmas, um grupo de mascarados – figuras que já são usuais nos protestos no Brasil e são sempre sinónimo de violência – entrou na manifestação e os confrontos redobraram de intensidade. Dispersos pela polícia, novamente com o uso de uma quantidade impressionante de bombas e balas de borracha, os mascarados promoveram então uma onda de violência e vandalismo nas ruas da região central da capital carioca.

Pelo menos 12 agências bancárias foram invadidas e pilhadas – algumas foram mesmo incendiadas. Cabines telefónicas e caixotes do lixo foram arrancados do chão, e muitos edifícios de escritórios e residenciais ficaram com vidros e portas partidos.

O comércio, que ainda estava aberto, fechou e os funcionários foram autorizados a ir para casa, tal como aconteceu horas antes com os empregados de várias empresas e escritórios da região. Ao longo da noite e da madrugada, várias pessoas foram a esquadras apresentar queixa contra o que consideram o uso abusivo da força por parte da polícia, que atingiu não só os mascarados envolvidos nos tumultos, como também pessoas inocentes.

CLIQUE NA IMAGEM E VEJA A FOTOGALERIA DOS CONFRONTOS

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