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Correio da Manhã

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Taxista escapou por 30 segundos

Os polícias que perseguiram o taxista Derrick Bird, que se suicidou na quarta-feira depois de matar 12 pessoas no condado da Cúmbria, norte de Inglaterra, andaram durante mais de uma hora com um atraso de escassos 30 segundos em relação ao carro do homicida, revelou ontem a imprensa britânica. No mesmo dia soube-se que Bird era investigado por fuga ao Fisco, que lhe terá rendido mais de 70 mil euros.
6 de Junho de 2010 às 00:30
Vítimas do taxista homenageadas em Cúmbria
Vítimas do taxista homenageadas em Cúmbria FOTO: David Moir/Reuters

Acusados pela população de não terem feito o suficiente para impedir o taxista tresloucado de deixar um rasto de sangue numa dezena de localidades numa área de mais de cem quilómetros quadrados, os polícias explicaram ao primeiro--ministro David Cameron que estiveram sempre no encalço do assassino, mas nada puderam fazer. "Ia tão depressa que não dava para acreditar na velocidade a que conduzia. Demos várias vezes com os locais por onde tinha passado, mas havia demasiadas estradas e caminhos para poder perceber por onde ia", explicaram dois dos agentes envolvidos na perseguição. Bird terá usado os seus conhecimentos de taxista para escapar por estradas secundárias e ruas de sentido único, explicou o comissário Craig Mackey.

Refira-se que a investigação não determinou ainda se a causa dos tiroteios foi um ajuste de contas com colegas ou a disputa por uma herança, como também se tem dito.

A polícia confirmou, entretanto, a fuga aos impostos, mas diz não ter encontrado rasto do dinheiro que Bird teria depositado num banco.

A população de Seascale, Gosforth e Whitehaven, lugares mais afectados pelo massacre, realizam hoje homenagens às 12 vítimas mortais dos tiroteios.

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