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Taxistas de Barcelona e Madrid em greve contra Uber e Cabify

Motoristas unem-se em greve 'espontânea' por tempo indeterminado.
28 de Julho de 2018 às 14:33
Taxistas nas ruas de Barcelona
Taxistas nas ruas de Barcelona
Taxistas nas ruas de Barcelona
Taxistas nas ruas de Barcelona
Taxistas nas ruas de Barcelona
Taxistas nas ruas de Barcelona
Contra a proliferação de licenças para carros de empresas como a Uber ou Cabify, os taxistas de Madrid anunciaram este sábado uma "greve espontânea" e por tempo indeterminado, em solidariedade com os colegas de Barcelona, que iniciaram o protesto.

Segundo a agência EFE, em causa está uma decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) conhecida na sexta-feira que manteve suspenso o regulamento metropolitano que restringe a concessão de licenças a veículos de aluguer com motorista como os casos de plataformas como a Uber ou a Cabify, que motivou o endurecer dos protestos dos taxistas, que paralisaram na sexta-feira o centro de Barcelona com os táxis, assim como os acessos ao aeroporto.

Centenas de taxistas passaram a noite parados na Gran Vía de Barcelona.

Esta manhã de sábado, foi decidido em assembleia manter o protesto por tempo indeterminado com o objetivo de continuar a bloquear o trânsito no centro da cidade, em plena época alta de turismo, apelando a que se dê continuidade às reivindicações e garantindo que a paralisação está a ser apoiada pela totalidade dos taxistas.

Em solidariedade, e de forma espontânea, os colegas de Madrid tomaram esta manhã uma decisão semelhante, apoiada pela Federação Profissional do Taxi de Madrid, que aprovam a decisão dos taxistas tomada por iniciativa própria de não trabalhar, a qual já deixou sem serviço de táxi o aeroporto de Barajas e a estação de comboios de Atocha.

"Neste momento não há táxis em Madrid", disse à agência EFE Julio Sanz, presidente da federação madrilena. Os taxistas de Madrid vão prestar serviços mínimos gratuitos para idosos e pessoas com deficiência.

Os profissionais exigem do Governo central "mudanças legislativas urgentes" que garantam a viabilidade do serviço de táxi.

"Exigimos uma resposta da administração que passe aos taxistas a tranquilidade e estabilidade necessárias para continuar a desenvolver o nosso serviço", lê-se num comunicado da federação citado pela EFE, no qual aceita juntar-se aos protestos espontâneos.

Na sexta-feira, inúmeros taxistas de Madrid bloquearam os acessos ao aeroporto de Barajas, obrigando à presença de vários elementos da Unidade de Intervenção Policial para evitar que ocorressem incidentes.

Em Portugal, o parlamento aprovou a 12 de julho a lei que regula a atividade de transportes em veículos descaracterizados, numa votação que mereceu críticas da Federação Portuguesa do Táxi, que repudiou as alterações aprovadas se mostrou "descontente com a teimosia parlamentar" por ter dado aval a uma lei que, segundo a federação, não responde às questões que motivaram o veto do Presidente da República.
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