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“Temos medicamentos que previnem o cancro da mama e ninguém os usa"

Médico oncologista defende a necessidade de o Estado financiar pesquisas que reduzam o impacto do cancro da mama.
Correio da Manhã 15 de Janeiro de 2020 às 12:53
Rastreio do cancro da mama
Rastreio do cancro da mama FOTO: D.R.

O presidente do Grupo Espanhol de Pesquisa do Cancro da Mama (Geicam), Miguel Martín, passou a vida a tratar pacientes com cancro. Questionado pelo jornal  sobre se existe alguma medida de prevenção do cancro que não seja aplicada, Martín respondeu que: "Temos medicamentos que previnem o cancro da mama, sabemos que eles funcionam e ninguém os usa".

Em entrevista dada ao El País, o presidente criticou o sistema das empresas farmacêuticas, dizendo que não é capaz de procurar abordagens terapêuticas para melhorar a vida das pessoas.

O também chefe do Serviço de Oncologia Médica do Hospital Gregorio Marañón em Madrid, disse que, apesar de tudo, não nega a utilidade do trabalho das empresas farmacêuticas pois são "as únicas que podem colocar novos medicamentos no mercado".

A Geicam defende a necessidade de o Estado financiar pesquisas sobre tratamentos que não trazem benefícios e  interessam à indústria farmacêutica, e que possam reduzir drasticamente o impacto do cancro da mama.  

Apesar de o presidente do Geicam não saber muito bem como é que os medicamentos funcionam, sabe que existem pelo menos três medicamentos (exemestano, anastrozol e tamoxifeno) que tratam o cancro da mama mas que não são usados.

Para Miguel Martín existem outras formas de prevenção como, a educação das crianças, para as incentivar a fazer exercício físico, dieta e a reduzir do consumo de álcool e do tabagismo.

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