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Correio da Manhã

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Tempestades travam equipas de socorro

Uma violenta tempestade dificultou ontem o trabalho dos socorristas que tentam encontrar, vivas ou mortas, as quase duas dezenas de pessoas que caíram ao rio Jacuí quando ruiu uma ponte em Agudo, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Sem contabilizar ainda as vítimas fatais desta nova tragédia, uma vez que estão apenas dadas como desaparecidas, o número oficial de mortos na sequência do mau tempo desde o início do ano é de 93 em apenas quatro dos 27 estados brasileiros.
7 de Janeiro de 2010 às 00:30
A histórica cidade de São Luis do Paraitinga ficou parcialmente destruída devido às fortes tempestades
A histórica cidade de São Luis do Paraitinga ficou parcialmente destruída devido às fortes tempestades FOTO: Roosevelt Cassio/Reuters

Nuvens muito baixas e fortes trovoadas impediram os helicópteros de sobrevoar a zona, com os trabalhos no rio Jacuí a serem levados a cabo apenas por pequenas embarcações. Dez pessoas foram salvas logo na terça-feira, o dia da tragédia, mas o comandante da polícia, João Carlos Trindade, afirmou que pelo menos 15 estão ainda dadas como desaparecidas.

Entretanto, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, onde desmoronamentos de encostas na Passagem-de-Ano mataram pelo menos 52 pessoas, as buscas foram ontem aceleradas, pois a previsão era de chuva forte, que poderá propiciar novos desmoronamentos. O presidente da edilidade, Tuca Jordão, anunciou ontem a instalação de pluviómetros no cimo dos morros, os quais accionarão as respectivas sirenes quando a chuva for demasiado intensa.

Em São Paulo, onde os temporais se sucedem desde o início do ano, uma jovem foi arrastada para o esgoto e desapareceu quando tentava atravessar uma rua, contabilizando a décima segunda morte em apenas cinco dias.

Uma das cidades mais afectadas foi a de São Luis do Paraitinga, no estado de São Paulo, onde a água chegou a cobrir casas de dois pisos e destruiu noventa por cento do património histórico. Ontem, o governador José Serra anunciou a abertura de linhas de crédito para a reconstrução daquela cidade.

PORMENORES

MAIS CHUVAS

Os serviços de meteorologia apontam para pelo menos três meses de chuvas "atípicas".

ANGRA DOS REIS

Angra dos Reis completou ontem 508 anos e trocou os festejos por missas em memória das vítimas da tragédia.

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