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Correio da Manhã

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Temporal mata na Europa

O temporal que se abateu sobre as regiões Norte e Centro da Europa, na quinta-feira, provocou pelo menos 34 mortos em vários países, elevados danos materiais, obrigou ao cancelamento de diversos voos internacionais e está a provocar atrasos nos transportes ferroviários.
19 de Janeiro de 2007 às 14:44
Fortes chuvadas e ventos ciclónicos provocados pela tempestade atlântica ‘Kyrill’ atingiram já o Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, República Checa, Polónia e Luxemburgo. No entanto, outros países da região centro da Europa estão já em estado de alerta.
Os serviços de emergência britânicos registaram a ocorrência de nove mortes provocadas pelo derrube de árvores ou queda de materiais devido aos fortes ventos que se fazem sentir em todo o país.
Os ventos, que chegaram a atingir os 115 quilómetros hora, segundo o Instituto de Meteorologia do Reino Unido, provocaram ainda o corte no fornecimento de energia eléctrica em cerca de 25 mil habitações no sul de Inglaterra.
Por sua vez, o aeroporto londrino de Heathrow informou ter cancelado mais de uma centena de voos. Os serviços ferroviários do país também estão a sofrer atrasos, depois de as autoridades terem estabelecido uma velocidade mínima de segurança devido aos fortes ventos que se fazem sentir.
Na Alemanha, as autoridades locais registaram a morte de dez pessoas, sendo uma delas um bebé de 18 meses. Seis regiões deste país encontram-se em alerta máximo devido à chuva e ventos fortes que podem chegar aos 150 km/h. Várias auto-estradas foram cortadas à circulação, vários aeroportos registam o cancelamento de múltiplos voos e os comboios de alta velocidade circulam a menos de 140 km/h.
Um balanço das autoridades holandesas sobre as consequências do mau tempo refere a ocorrência de quatro mortes. Na capital, Amsterdão, a principal estação de comboios foi evacuada depois de se verificarem rupturas na cobertura de vidro da mesma, tendo sido interrompido todo o tráfego rodoviário com origem e destino naquela cidade.
No centro do país há registo de seis feridos ligeiros, enquanto no porto de Roterdão, as autoridades fecharam a circulação a peões e ciclistas na ponte Erasmo. Os aeroportos de Amsterdão e de Roterdão estão a prestar serviços condicionados.
As autoridades holandesas, à semelhança das alemãs, aconselharam as populações a manterem-se em casa a fim de evitarem maiores incidentes e várias escolas encerraram mais cedo.
A França, atingida pelo mau tempo nas suas regiões Norte e Este, regista duas mortes e importantes danos materiais e problemas nos serviços de transportes nacionais, enquanto na República Checa o temporal causou quatro vítimas mortais.
No canal da Mancha, um cargueiro britânico de 275 metros encontra-se à deriva com risco de afundamento devido à tempestade. Os 26 tripulantes que seguiam a bordo já foram resgatados.
Entretanto, a circulação de comboios Eurostar e dos Thalys, entre Londres, Bruxelas e Paris, foi suspensa, depois da queda de uma cantenária numa localidade no norte de França.
Na Bélgica, as autoridades registaram a ocorrência de pelo menos duas mortes, enquanto na Polónia o temporal já causou três vítimas mortais.
O tráfego aéreo na Bélgica está também condicionado, devido à força do vento e das chuvas que atigem naquela região os 120 km/h. O mau tempo obrigou ainda à interrupção das ligações através do Canal da Mancha entre este país e o Reino Unido e provocou diversos acidentes de viação.
O Luxemburgo regista várias inundações, quedas de árvores e cortes de estradas devido ao temporal.
Segundo técnicos europeus da Meteorologia, o mau tempo tem origem numa “tempestade atlântica muito cavada”, acompanhada por ventos muitos fortes. Apesar de grande parte da Galiza ter emitido um alerta laranja, o Instituto de Meteorologia de Portugal não prevê que os ventos ciclónicos cheguem ao nosso país.
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