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Correio da Manhã

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TENTOU MATAR O FILHO

Mais um drama de contornos bem violentos nos Estados Unidos. Num acto verdadeiramente tresloucado, uma reclusa fugiu da prisão e acabou por raptar o próprio filho, de apenas três anos.
11 de Maio de 2003 às 00:00
Cercada pela polícia, a mulher apontou mesmo uma arma à cabeça do menino, antes de ser atingida a tiro por um agente, tendo ficado gravemente ferida.
Karen Lynn Lovell, de 28 anos, estava prestes a terminar a pena que cumpria na prisão do condado de DeKalb, nos EUA. Mas em vez de aguardar pela liberdade, a mulher roubou um carro da polícia para fugir, matou o cão da irmã, raptou o filho de três anos, atropelou e disparou sobre um polícia e ainda apontou uma arma à cabeça do menino.
Tudo começou na madrugada de sexta-feira, quando Karen foi levada da prisão para o hospital, por estar aparentemente a ter um ataque. O médico de serviço entendeu que ela se encontrava bem de saúde e deu-lhe alta.
Um agente levou Karen de volta para a prisão, mas ao chegar, sentiu o cheiro a marijuana na ala masculina. O polícia foi investigar, deixando a sua arma e as chaves do carro com uma colega da ala feminina, o que captou a atenção da reclusa.
“Sem se saber bem como, ela (Karen) ficou em posse da arma e das chaves do carro de patrulha”, afirmou o chefe da polícia.
A mulher fugiu de seguida para casa da irmã, no Tennessee, onde foi buscar o filho de três anos, que vivia com os tios. Mas o encontro familiar foi violento: Karen matou o cão da irmã, levou o menino apontando-lhe a arma à cabeça, entrou de novo no carro e continuou a fuga.
A polícia, que já estava no seu encalce, fez um bloqueio na estrada para a obrigar a parar. Mas Karen ignorou o dispositivo policial, seguiu caminho e atropelou um polícia, sobre quem ainda disparou, sem acertar. Uns metros mais à frente, a mulher ficou sem controlo do carro e caiu numa valeta. Com o filho ao colo, a reclusa saiu do veículo e fugiu para uma mata próxima.
Dezenas de agentes e cães-polícia passaram horas no seu encalce, com a ajuda de um avião equipado com um detector de infravermelhos, mas sem conseguir encontrar nenhum dos dois. Quando Karen saiu da mata foi imediatamente localizada por um helicóptero. Nesta altura, várias televisões captavam as imagens de uma mulher desesperada, que apontava a arma em várias direcções. Assim que a apontou à cabeça menino, um polícia atingiu Karen perto do olho, pois “tinha a certeza que ela ia matar o bebé”. O menino foi levado pelo agente que feriu a mãe e a mulher foi internada em estado crítico.
Segundo os investigadores, Karen tinha escrito algumas cartas e tinha dito várias vezes que assim que pudesse sair da prisão, matava o filho e suicidava-se.
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