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Correio da Manhã

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Terror e morte no centro comercial

Objetivo do ataque terrorista, que foi reivindicado pelas milícias al-Shabab, aliadas da al-Qaeda, seria matar ocidentais e outros não muçulmanos
22 de Setembro de 2013 às 01:00
Crianças resgatadas do interior do centro comercial junto ao cadáver de uma vítima do ataque
Crianças resgatadas do interior do centro comercial junto ao cadáver de uma vítima do ataque FOTO: goran tomasevic/reuters

Militantes islâmicos mataram ontem pelo menos 39 pessoas, incluindo crianças, e feriram mais de 100 num ataque a um centro comercial em Nairobi, no Quénia. O objetivo seria matar não muçulmanos.

Pelo menos cinco homens armados entraram à hora do almoço no Westgate Mall – muito frequentado por ocidentais –, lançaram várias granadas de mão e abriram fogo de forma indiscriminada com espingardas automáticas AK-47. Em pânico, os clientes começaram a gritar e a deitar-se no chão. Muitos esconderam-se nos cinemas e nas casas de banho, e os feridos foram retirados em carrinhos de supermercado.

A polícia, apoiada por unidades de elite do exército queniano, chegou ao local quase meia hora depois, e começou a procurar os terroristas loja a loja, tendo capturado um deles, que acabou por morrer no hospital. À hora do fecho desta edição os terroristas estavam barricados num supermercado, alegadamente com vários reféns. O governo disse que a situação estava "controlada" e adiantou que havia pelo menos 11 mortos confirmados. Entre os feridos há vários norte-americanos e um israelita.

Aparentemente, o alvo principal dos terroristas eram os ocidentais. Segundo uma testemunha, os atacantes forçaram alguns clientes a recitar frases do Corão para provar que eram muçulmanos e serem libertados.

As milícias al-Shabab, ramo da al-Qaeda na Somália, reivindicaram o ataque, que dizem ser uma "retaliação" pelo envolvimentos das tropas quenianas no conflito da Somália.

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