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Correio da Manhã

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TERRORISTA CONDENADO

O principal suspeito de um grupo de 23 fundamentalistas islâmicos alegadamente ligados à al-Qaeda foi ontem condenado a dez anos de prisão, por um tribunal de Bruxelas, por ter planeado um atentado bombista contra uma base militar, na Bélgica, que alojava tropas norte-americanas.
1 de Outubro de 2003 às 00:00
Nizar Trabelsi, de 33 anos, um cidadão tunisino que foi futebolista profissional na Alemanha, confessou ter planeado o referido ataque, há dois anos atrás, contra uma base da NATO em Kleine Brogel, no Nordeste da Bélgica, onde se encontravam estacionados militares norte-americanos. Trabelsi, detido em Bruxelas dois dias após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos EUA, recebeu formação de manuseamento de explosivos no Afeganistão, onde pediu a Osama bin Laden para ser um bombista suicida.
“Tudo aponta para o facto de, na noite anterior à sua detenção, ele estar determinado a consumar os seus planos”, afirmou a juíza Claire Degryse durante a leitura do veredicto, cinco semanas após o início do julgamento, que foi rodeado de fortes medidas de segurança. O terrorista foi acusado de tentativa de destruição de propriedade pública, posse ilegal de armas e ainda de integrar uma milícia privada. Quanto aos restantes suspeitos, acusados de envolvimento no mesmo atentado bombista e de recrutarem voluntários para combater no Afeganistão ao serviço da al-Qaeda, foram condenados a penas de prisão abaixo dos seis anos. Apenas cinco foram absolvidos.
Refira-se igualmente que, naquele que foi o maior julgamento anti-terrorismo de sempre na Bélgica, alguns dos terroristas islâmicos foram simultaneamente julgados pelo assassinato, consumado em 2001, de Ahmad Shah Masood, um comandante militar afegão antitaliban.
DETENÇÃO
Ahmed Mehalba, um civil que trabalhava como tradutor no campo de detenção da base militar norte- americana em Guantanamo, em Cuba, foi ontem detido no Aeroporto Internacional de Boston, no estado do Massachussets, EUA.
APELO
As autoridades dos EUA apelaram às empresas, laboratórios e centros de investigação universitários para que desenvolvam novos detectores de agentes químicos e biológicos, no quadro da luta contra o bioterrorismo.
MORTES
Um destacado investigador russo, que trabalhava activamente em casos envolvendo extremistas islâmicos, e quatro polícias foram ontem abatidos a tiro em Khasavyurt, na província do Daguestão, vizinha da Tchetchénia.
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