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Correio da Manhã

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Terroristas atacam hotéis

O terror regressou à Indonésia com ataques suicidas contra dois hotéis de cinco estrelas em Jacarta que causaram pelo menos nove mortos, incluindo um neozelandês, e mais de 50 feridos, entre os quais vários estrangeiros.
18 de Julho de 2009 às 00:30
A primeira explosão ocorreu no restaurante do Hotel Marriott
A primeira explosão ocorreu no restaurante do Hotel Marriott FOTO: Mast Irham/Epa

Eram 07h45 (01h45 em Lisboa) quando ocorreu a primeira explosão no restaurante do Hotel Marriott, onde muitos hóspedes tomavam o pequeno-almoço. Dez minutos depois, explodia outra bomba no restaurante do Hotel Carlton Ritz, que fica a poucos metros do primeiro. Nos dois hotéis morreram oito pessoas e uma outra já no hospital. Grossas nuvens de fumo negro cobriram os edifícios.

"Foi assustador. Pareciam trovões", conta Vidi Tanza, que trabalha perto dos dois hotéis. Por sua vez, Alex Asmasoebrata, que fazia jogging e estava próximo dos hotéis quando ocorreram as explosões, afirmou ainda chocado: "Vi uma pessoa com uma perna decepada e duas outras com queimaduras a gritar. Os três eram estrangeiros". Entre as dezenas de feridos há cidadãos da Indonésia, dos EUA, da Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Itália, Reino Unido, Canadá, Noruega e Japão.

Informações não confirmadas davam conta de um carro armadilhado que explodiu horas depois junto a um centro comercial na zona Norte da cidade. Agências ocidentais deram conta de que uma outra bomba tinha sido descoberta e desactivada no Hotel Marriot.

As autoridades indonésias acreditam que os atentados foram perpetrados por dois terroristas que estavam hospedados no Marriott, onde foi encontrada uma bomba por explodir numa maleta de computador no 18º piso. Os suicidas fizeram o check-in no hotel na passada quarta-feira e fabricaram as bombas no seu quarto, o 1808. Um fez deflagrar a bomba no Marriott e outro no Carlton Ritz. Ambos morreram. Ninguém reivindicou os ataques, mas as suspeitas recaem sobre o grupo Jemaah Islamiyah, com ligações à al-Qaeda e responsável pelos ataques de Bali em 2002, que mataram 202 pessoas.

NÃO HÁ VÍTIMAS PORTUGUESAS

Não há nenhum português entre as vítimas, assegurou o embaixador de Portugal na capital indonésia, Carlos Frota.

"Não há nenhuma referência a portugueses nas explosões", disse o diplomata, que afirma ter havido uma terceira explosão junto a um local onde estão localizadas algumas embaixadas escandinavas.

Recorde-se que nos atentados de Bali, em 2002, morreu o soldado pára-quedista Diogo Ribeirinho e, no ataque de Agosto de 2003 contra o Hotel Marriott ficou ferido um empresário português, António Silva Costa, que trabalhava para um banco holandês. Segundo contou então ao CM, o empresário português já anteriormente tinha ficado ferido num atentado em Jacarta. Felizmente, os ferimentos não puseram em risco a sua vida.

CRONOLOGIA

12 de Outubro de 2002

Bombas explodem em discotecas na ilha turística de Bali e matam pelo 202 pessoas, na sua maior parte cidadãos estrangeiros, que se encontravam de férias. O soldado português Diogo Ribeirinho foi uma das vítimas.

5 de Agosto de 2003

Um atentado com um carro armadilhado mata 12 pessoas no Hotel Marriott, frequentado por homens de negócios ocidentais, em Jacarta.

9 de Setembro de 2004

Atentado com carro-bomba contra a embaixada australiana em Jacarta. O ataque fez pelo menos dez mortos.

28 de Maio de 2005

Atentado no mercado de Sulawesi (Celebes): 22 mortos.

1 de Outubro de 2005

Três atentados suicidas fazem 20 mortos em locais turísticos de Bali.

9 de Novembro de 2008

Atentado no mercado de Sulawesi (Celebes)

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